REIKI: PESQUISAS CIENTÍFICAS
* William Lee Rand *
Pesquisas científicas na área de imposição de mãos estão sendo conduzidas háalgum tempo.
Há agora algumas experiências que validam a utilidade do Reikicomo técnica de cura. Alguns dos resultados mais interessantes destasexperiências demonstram que os resultados positivos são mais do que efeitoplacebo.Wendy Wetzel, uma enfermeira descreve uma experiência de Reiki que elaconduziu: "Cura por Reiki - Uma Perspectiva Fisiológica".
Em seu estudo, quarenta e oito pessoas compuseram o grupo experimental enquanto dez, o decontrole. Os grupos tiveram amostras de sangue retiradas no princípio etérmino da experiência. O grupo experimental recebeu treinamento em Reiki I.
O grupo de controle não foi envolvido no treinamento de Reiki.
Das amostras de sangue foram analisados a hemoglobina e o hematócrito.Hemoglobina é a célula vermelha do sangue que leva oxigênio. Hematócrito é arelação das células vermelhas do sangue com o volume total de sangue.
Aspessoas do grupo experimental tiveram mudança significativa nestes valorescom vinte e oito por cento sofrendo um aumento e o resto uma diminuição. Aspessoas do grupo de controle não tiveram mudança significante.
As alterações, aumento ou diminuição, são consistentes com o propósito de Reikique é trazer equilíbrio em uma base individual.Uma paciente teve 20% de aumento nestes valores. Ela continuou tratando-sediariamente com Reiki e depois de três meses, o aumento foi mantido. Apaciente vinha de um quadro de anemia por deficiência de ferro.
Outra experiência demonstrou aumento nos valores de hemoglobina; conduzidapela médica, Otelia Bengssten, em um grupo de setenta e nove pacientes comdiagnósticos de pancreatite, tumor cerebral, enfisema, desordens endócrinasmúltiplas, artrite reumática, e parada cardíaca. O tratamento de Reiki foifeito em quarenta e seis pacientes, sendo trinta e três controles. Ospacientes mostraram aumentos significantes nos valores de hemoglobina. Amaioria dos pacientes informou melhoras ou desaparecimento completo dossintomas.
Esta experiência e a anterior demonstrou que as aplicações deReiki produzem melhoras biológicas.
No centro médico St. Vincent em Nova Iorque a experiência foi efetuada porJanet Quinn, diretor assistente de enfermagem na Universidade da Carolina doSul. A meta desta experiência era eliminar o efeito placebo. Trintapacientes de coração receberam vinte perguntas de um teste psicológico paradeterminar o nível de ansiedade.
Eles foram tratados por um grupo treinadoem Reiki.Um grupo de controle de pacientes também foi tratado por pessoas, nãotreinadas em Reiki, que imitaram as mesmas posições de imposição de mãos. Noprimeiro grupo dezessete por cento tiveram o nível de ansiedade diminuídodepois de cinco minutos de tratamento; o outro grupo não apresentou nenhumamodificação.
Daniel Wirth da Ciências Internacional de Cura em Orinda, Califórniaconduziu um experimento controlado usando Reiki. Quarenta e quatroestudantes de faculdade, do sexo masculino, receberam feridas idênticasinfligidas por um doutor no ombro direito ou esquerdo.. Vinte e trêsreceberam Reiki e os outros vinte não.
Os tratamentos eram ministrados detal modo que a possibilidade de um efeito placebo estava eliminada. Todos osquarenta e quatro estudantes estendem os braços através de um buraco naparede. No outro quarto, estava o reikiano administrando Reiki sem os tocar.Nem todos receberam Reiki. Foi-lhes informado que o experimento era sobre acondutividade elétrica do corpo. Ninguém sabia que a experiência era sobrecura.
No oitavo e décimo sexto dia foram feitas avaliações dos ferimentos.Depois de oito dias, as feridas do grupo tratado tinham melhorado 93,5 porcento comparados com 67,3 por cento dos não tratados. Depois de dezesseisdias, o quadro era de 99,3 e 90,9.
Dr. John Zimmerman da Universidade de Colorado usando um SQUID (DispositivoSupercondutor de Interferência Quântica) descobriu que campos magnéticos sãocriados ao redor das mãos de aplicadores de Reiki. As freqüências dos camposmagnéticos que cercam as mãos dos reikianos eram de ondas do tipo alfa egama semelhante para as observadas no cérebro de meditadores.
Dr. Barnard Grad de Universidade de McGill em Montreal, usa sementes decevada para testar o efeito de energias curativas psíquicas em plantas. Assementes foram plantadas e regadas com uma solução salina que retarda ocrescimento.Uma parte das sementes, lacradas em um recipiente foi regada com a soluçãoenergizada por um reikiano durante quinze minutos e outra não foi.
A pessoaque molhava as plantas não sabia qual grupo estava sendo aguado com asolução energizada e qual não estava. As plantas regadas com a soluçãosalina cresceram mais rapidamente e mais saudáveis, com 25% mais peso e um teor de clorofila mais alto.
Estas experiências envolvendo plantas, além de confirmar a natureza de nãoplacebo da cura psíquica, confirmam a antiga compreensão metafísica de queenergias curativas podem ser armazenadas em água para uso futuro.
Em outra experiência envolvendo a curadora psíquica Olga Worrall, o Dr.Robert Miller usou um transdutor eletromecânico para medir a taxa decrescimento microscópica de grama de centeio.
O dispositivo usado tem umaprecisão de milésimos de polegada por hora. O Dr. Miller fez a experiênciaem seu laboratório, fechando em seguida a porta para eliminar qualquerperturbação. Foi pedido a Olga, que se encontrava a mais de 600 milhas, pararezar para a planta da experiência exatamente às 21 horas.
Quando o Dr.Miller voltou ao laboratório no dia seguinte, o equipamento de teste tinharegistrado crescimento contínuo normal de 6,25 milésimos de polegada porhora até às 21 horas. Naquele momento, o registro começou a divergir paracima e tinha subido a 52,5 milésimos de polegada por hora que correspondia aum aumento de 840 por cento!
Esta taxa de crescimento permaneceu até demanhã quando diminuiu, mas nunca para seu nível original.
O grupo de Spindrift fez extensas pesquisas envolvendo oração e plantas.Os resultados indicaram que as plantas para as quais as rezas foramdirigidas crescem mais rapidamente e são mais saudáveis em comparação com asque não receberam a reza, embora as condições sejam iguais para ambos osgrupos de plantas.
Mais experiências estão sendo feitas e teorias científicas desenvolvidaspara descrever o Reiki como técnica de cura.
O desenvolvimento deequipamentos mais sensíveis permitirá a ciência entender, validar, e aceitara realidade do Reiki. Com isto veremos um uso crescente do Reikiindividualmente, na família, em hospitais e consultórios.
Um conhecimentomais profundo da natureza da saúde e a unidade de toda a vida, redescobriráa velha sabedoria que diminuirá o sofrimento, tornando a vida na terra maisagradável e promovendo a cura do planeta.
* Pesquisador e Mestre Reiki, criador do sistema Karuna Reiki(R) ? marcaregistrada pelo "The International Center for Reiki Training" USA.
Paz e LuzNamastê!
Pesquisas científicas na área de imposição de mãos estão sendo conduzidas háalgum tempo.
Há agora algumas experiências que validam a utilidade do Reikicomo técnica de cura. Alguns dos resultados mais interessantes destasexperiências demonstram que os resultados positivos são mais do que efeitoplacebo.Wendy Wetzel, uma enfermeira descreve uma experiência de Reiki que elaconduziu: "Cura por Reiki - Uma Perspectiva Fisiológica".
Em seu estudo, quarenta e oito pessoas compuseram o grupo experimental enquanto dez, o decontrole. Os grupos tiveram amostras de sangue retiradas no princípio etérmino da experiência. O grupo experimental recebeu treinamento em Reiki I.
O grupo de controle não foi envolvido no treinamento de Reiki.
Das amostras de sangue foram analisados a hemoglobina e o hematócrito.Hemoglobina é a célula vermelha do sangue que leva oxigênio. Hematócrito é arelação das células vermelhas do sangue com o volume total de sangue.
Aspessoas do grupo experimental tiveram mudança significativa nestes valorescom vinte e oito por cento sofrendo um aumento e o resto uma diminuição. Aspessoas do grupo de controle não tiveram mudança significante.
As alterações, aumento ou diminuição, são consistentes com o propósito de Reikique é trazer equilíbrio em uma base individual.Uma paciente teve 20% de aumento nestes valores. Ela continuou tratando-sediariamente com Reiki e depois de três meses, o aumento foi mantido. Apaciente vinha de um quadro de anemia por deficiência de ferro.
Outra experiência demonstrou aumento nos valores de hemoglobina; conduzidapela médica, Otelia Bengssten, em um grupo de setenta e nove pacientes comdiagnósticos de pancreatite, tumor cerebral, enfisema, desordens endócrinasmúltiplas, artrite reumática, e parada cardíaca. O tratamento de Reiki foifeito em quarenta e seis pacientes, sendo trinta e três controles. Ospacientes mostraram aumentos significantes nos valores de hemoglobina. Amaioria dos pacientes informou melhoras ou desaparecimento completo dossintomas.
Esta experiência e a anterior demonstrou que as aplicações deReiki produzem melhoras biológicas.
No centro médico St. Vincent em Nova Iorque a experiência foi efetuada porJanet Quinn, diretor assistente de enfermagem na Universidade da Carolina doSul. A meta desta experiência era eliminar o efeito placebo. Trintapacientes de coração receberam vinte perguntas de um teste psicológico paradeterminar o nível de ansiedade.
Eles foram tratados por um grupo treinadoem Reiki.Um grupo de controle de pacientes também foi tratado por pessoas, nãotreinadas em Reiki, que imitaram as mesmas posições de imposição de mãos. Noprimeiro grupo dezessete por cento tiveram o nível de ansiedade diminuídodepois de cinco minutos de tratamento; o outro grupo não apresentou nenhumamodificação.
Daniel Wirth da Ciências Internacional de Cura em Orinda, Califórniaconduziu um experimento controlado usando Reiki. Quarenta e quatroestudantes de faculdade, do sexo masculino, receberam feridas idênticasinfligidas por um doutor no ombro direito ou esquerdo.. Vinte e trêsreceberam Reiki e os outros vinte não.
Os tratamentos eram ministrados detal modo que a possibilidade de um efeito placebo estava eliminada. Todos osquarenta e quatro estudantes estendem os braços através de um buraco naparede. No outro quarto, estava o reikiano administrando Reiki sem os tocar.Nem todos receberam Reiki. Foi-lhes informado que o experimento era sobre acondutividade elétrica do corpo. Ninguém sabia que a experiência era sobrecura.
No oitavo e décimo sexto dia foram feitas avaliações dos ferimentos.Depois de oito dias, as feridas do grupo tratado tinham melhorado 93,5 porcento comparados com 67,3 por cento dos não tratados. Depois de dezesseisdias, o quadro era de 99,3 e 90,9.
Dr. John Zimmerman da Universidade de Colorado usando um SQUID (DispositivoSupercondutor de Interferência Quântica) descobriu que campos magnéticos sãocriados ao redor das mãos de aplicadores de Reiki. As freqüências dos camposmagnéticos que cercam as mãos dos reikianos eram de ondas do tipo alfa egama semelhante para as observadas no cérebro de meditadores.
Dr. Barnard Grad de Universidade de McGill em Montreal, usa sementes decevada para testar o efeito de energias curativas psíquicas em plantas. Assementes foram plantadas e regadas com uma solução salina que retarda ocrescimento.Uma parte das sementes, lacradas em um recipiente foi regada com a soluçãoenergizada por um reikiano durante quinze minutos e outra não foi.
A pessoaque molhava as plantas não sabia qual grupo estava sendo aguado com asolução energizada e qual não estava. As plantas regadas com a soluçãosalina cresceram mais rapidamente e mais saudáveis, com 25% mais peso e um teor de clorofila mais alto.
Estas experiências envolvendo plantas, além de confirmar a natureza de nãoplacebo da cura psíquica, confirmam a antiga compreensão metafísica de queenergias curativas podem ser armazenadas em água para uso futuro.
Em outra experiência envolvendo a curadora psíquica Olga Worrall, o Dr.Robert Miller usou um transdutor eletromecânico para medir a taxa decrescimento microscópica de grama de centeio.
O dispositivo usado tem umaprecisão de milésimos de polegada por hora. O Dr. Miller fez a experiênciaem seu laboratório, fechando em seguida a porta para eliminar qualquerperturbação. Foi pedido a Olga, que se encontrava a mais de 600 milhas, pararezar para a planta da experiência exatamente às 21 horas.
Quando o Dr.Miller voltou ao laboratório no dia seguinte, o equipamento de teste tinharegistrado crescimento contínuo normal de 6,25 milésimos de polegada porhora até às 21 horas. Naquele momento, o registro começou a divergir paracima e tinha subido a 52,5 milésimos de polegada por hora que correspondia aum aumento de 840 por cento!
Esta taxa de crescimento permaneceu até demanhã quando diminuiu, mas nunca para seu nível original.
O grupo de Spindrift fez extensas pesquisas envolvendo oração e plantas.Os resultados indicaram que as plantas para as quais as rezas foramdirigidas crescem mais rapidamente e são mais saudáveis em comparação com asque não receberam a reza, embora as condições sejam iguais para ambos osgrupos de plantas.
Mais experiências estão sendo feitas e teorias científicas desenvolvidaspara descrever o Reiki como técnica de cura.
O desenvolvimento deequipamentos mais sensíveis permitirá a ciência entender, validar, e aceitara realidade do Reiki. Com isto veremos um uso crescente do Reikiindividualmente, na família, em hospitais e consultórios.
Um conhecimentomais profundo da natureza da saúde e a unidade de toda a vida, redescobriráa velha sabedoria que diminuirá o sofrimento, tornando a vida na terra maisagradável e promovendo a cura do planeta.
* Pesquisador e Mestre Reiki, criador do sistema Karuna Reiki(R) ? marcaregistrada pelo "The International Center for Reiki Training" USA.
Paz e LuzNamastê!
REIKI ESTIMULA RESPOSTA IMUNOLÓGICA
Entrevista com Ricardo Monezi, biólogo pesquisador da UNIFESP
O Reiki - técnica de imposição de mãos desenvolvida no final do século XIX pelo teólogo japonês Mikao Usui - pode ser uma ferramenta auxiliar no tratamento de doenças?
Muitos garantem, sem pestanejar, que pode. Mas a confirmação científica dessa possibilidade começa a se consolidar agora, a partir de pesquisas como a do biólogo Ricardo Monezi, da Universidade Federal de São Paulo, que indica interferência favorável da técnica no tratamento de animais de laboratório com câncer.
Segundo Monezi, o Reiki age positivamente na redução do nível de estresse, uma das possíveis causas do surgimento, agravamento e até comprometimento do tratamento de doenças crônicas como o diabetes.
Durante cinco anos, Monezi conduziu uma pesquisa com camundongos para saber se o Reiki interferiria positivamente no tratamento contra o câncer. Ele montou três grupos de camundongos. O primeiro não recebeu tratamento; o segundo recebeu tratamento falso - a imposição de mãos foi feita com a colocação de luvas presas a duas hastes de madeira; e o terceiro foi tratado com Reiki.
Monezi analisou o comportamento dos linfócitos - que são os responsáveis pela defesa imunológica do organismo - frente a um tumor e concluiu que os ratos submetidos ao Reiki mostraram aumento da capacidade de enfrentar a doença. O mesmo padrão foi observado com tumores mais agressivos. Os animais foram submetidos ao Reiki durante quatro dias, em sessões de 15 minutos.
Segundo o biólogo, esses resultados afastam a hipótese de que o sucesso do tratamento seja resultado de sugestão psicológica. A próxima etapa de sua pesquisa será observar o uso do Reiki em seres humanos. A intenção é verificar se o Reiki pode colaborar para reduzir o estresse e melhorar a imunidade de pacientes idosos, que muitas vezes sofrem baixa em sua resistência.
A palavra Reiki significa Energia Vital Universal. Seus criadores basearam-se na crença de que a energia liberada por um praticante de Reiki envolve o paciente, atuando sobre seu corpo físico.
Do ponto de vista físico, explica o pesquisador, o ser humano é constituído por energia - o que pode ser observado, por exemplo, no eletrocardiograma, que mede a função elétrica do coração. Desde a década de 80, diversas correntes de pesquisa têm buscado embasamento científico para a teoria que fundamenta o Reiki e outras técnicas de imposição de mãos.
Todas têm constatado, como efeitos, sensação de bem-estar, diminuição de sintomas relacionados ao estresse e sensação de relaxamento.
Há trabalhos que indicam a técnica no tratamento de ansiedade, depressão e fobias como a síndrome do pânico. Monezi fala em indicação terapêutica complementar. Isto é, uma terapia de apoio ao tratamento convencional.
REVISTA ÉPOCA – edição 459 (21/03/2007)
Se desejar maiores informações, acesse o google e digite o nome do biólogo, você pode ter acesso inclusive à tese de mestrado defendida por ele na UNIFESP, na íntegra.
O Reiki - técnica de imposição de mãos desenvolvida no final do século XIX pelo teólogo japonês Mikao Usui - pode ser uma ferramenta auxiliar no tratamento de doenças?
Muitos garantem, sem pestanejar, que pode. Mas a confirmação científica dessa possibilidade começa a se consolidar agora, a partir de pesquisas como a do biólogo Ricardo Monezi, da Universidade Federal de São Paulo, que indica interferência favorável da técnica no tratamento de animais de laboratório com câncer.
Segundo Monezi, o Reiki age positivamente na redução do nível de estresse, uma das possíveis causas do surgimento, agravamento e até comprometimento do tratamento de doenças crônicas como o diabetes.
Durante cinco anos, Monezi conduziu uma pesquisa com camundongos para saber se o Reiki interferiria positivamente no tratamento contra o câncer. Ele montou três grupos de camundongos. O primeiro não recebeu tratamento; o segundo recebeu tratamento falso - a imposição de mãos foi feita com a colocação de luvas presas a duas hastes de madeira; e o terceiro foi tratado com Reiki.
Monezi analisou o comportamento dos linfócitos - que são os responsáveis pela defesa imunológica do organismo - frente a um tumor e concluiu que os ratos submetidos ao Reiki mostraram aumento da capacidade de enfrentar a doença. O mesmo padrão foi observado com tumores mais agressivos. Os animais foram submetidos ao Reiki durante quatro dias, em sessões de 15 minutos.
Segundo o biólogo, esses resultados afastam a hipótese de que o sucesso do tratamento seja resultado de sugestão psicológica. A próxima etapa de sua pesquisa será observar o uso do Reiki em seres humanos. A intenção é verificar se o Reiki pode colaborar para reduzir o estresse e melhorar a imunidade de pacientes idosos, que muitas vezes sofrem baixa em sua resistência.
A palavra Reiki significa Energia Vital Universal. Seus criadores basearam-se na crença de que a energia liberada por um praticante de Reiki envolve o paciente, atuando sobre seu corpo físico.
Do ponto de vista físico, explica o pesquisador, o ser humano é constituído por energia - o que pode ser observado, por exemplo, no eletrocardiograma, que mede a função elétrica do coração. Desde a década de 80, diversas correntes de pesquisa têm buscado embasamento científico para a teoria que fundamenta o Reiki e outras técnicas de imposição de mãos.
Todas têm constatado, como efeitos, sensação de bem-estar, diminuição de sintomas relacionados ao estresse e sensação de relaxamento.
Há trabalhos que indicam a técnica no tratamento de ansiedade, depressão e fobias como a síndrome do pânico. Monezi fala em indicação terapêutica complementar. Isto é, uma terapia de apoio ao tratamento convencional.
REVISTA ÉPOCA – edição 459 (21/03/2007)
Se desejar maiores informações, acesse o google e digite o nome do biólogo, você pode ter acesso inclusive à tese de mestrado defendida por ele na UNIFESP, na íntegra.
Reiki
Seus praticantes acreditam nos efeitos benéficos da energia das mãos do terapeuta colocadas sobre o corpo do paciente contra doenças. Para entender as alterações biológicas do reiki, o psicobiólogo Ricardo Monezi testou o tratamento em camundongos com câncer. “O animal não tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo tratador. A partir da experimentação com eles, procuramos isolar o efeito placebo”, diz. Para a sua pesquisa na USP, Monezi escolheu o reiki entre todas as práticas de imposição de mãos por tratar-se da única sem conotação religiosa.
No experimento, a equipe de pesquisadores dividiu 60 camundongos com tumores em três grupos. O grupo controle não recebeu nenhum tipo de tratamento; o grupo “controle-luva” recebeu imposição com um par de luvas preso a cabos de madeira; e o grupo “impostação” teve o tratamento tradicional sempre pelas mãos da mesma pessoa.
epois de sacrificados, os animais foram avaliados quanto a sua resposta imunológica, ou seja, a capacidade do organismo de destruir tumores. Os resultados mostraram que, nos animais do grupo “impostação”, os glóbulos brancos e células imunológicas tinham dobrado sua capacidade de reconhecer e destruir as células cancerígenas.
“Não sabemos ainda distinguir se a energia que o reiki trabalha é magnética, elétrica ou eletromagnética. Os artigos descrevem- na como ‘energia sutil’, de natureza não esclarecida pela física atual”, diz Monezi. Segundo ele, essa energia produz ondas físicas, que liberam alguns hormônios capazes de ativar as células de defesa do corpo. A conclusão do estudo foi que, como não houve diferenças significativas nos os grupos que não receberam o reiki, as alterações fisiológicas do grupo que passou pelo tratamento não são decorrentes de efeito placebo.
A equipe de Monezi começou agora a analisar os efeitos do reiki em seres humanos. O estudo ainda não está completo, mas o psicobiólogo adianta que o primeiro grupo de 16 pessoas, apresenta resultados positivos. “Os resultados sugerem uma melhoria, por exemplo, na qualidade de vida e diminuição de sintomas de ansiedade e depressão”. O trabalho faz parte de sua tese de doutorado pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp).
E esses não são os únicos trabalhos desenvolvidos com as terapias complementares no Brasil. A psicobióloga Elisa Harumi, avalia o efeito do reiki em pacientes que passaram por quimioterapia; a doutora em acupuntura Flávia Freire constatou melhora de até 60% em pacientes com apnéia do sono tratados com as agulhas, ambas pela Unifesp. A quantidade pesquisas recentes sobre o assunto mostra que a ciência está cada vez mais interessada no mecanismo e efeitos das terapias alternativas.
Saiba mais sobre o trabalho de Ricardo Monezi
No experimento, a equipe de pesquisadores dividiu 60 camundongos com tumores em três grupos. O grupo controle não recebeu nenhum tipo de tratamento; o grupo “controle-luva” recebeu imposição com um par de luvas preso a cabos de madeira; e o grupo “impostação” teve o tratamento tradicional sempre pelas mãos da mesma pessoa.
epois de sacrificados, os animais foram avaliados quanto a sua resposta imunológica, ou seja, a capacidade do organismo de destruir tumores. Os resultados mostraram que, nos animais do grupo “impostação”, os glóbulos brancos e células imunológicas tinham dobrado sua capacidade de reconhecer e destruir as células cancerígenas.
“Não sabemos ainda distinguir se a energia que o reiki trabalha é magnética, elétrica ou eletromagnética. Os artigos descrevem- na como ‘energia sutil’, de natureza não esclarecida pela física atual”, diz Monezi. Segundo ele, essa energia produz ondas físicas, que liberam alguns hormônios capazes de ativar as células de defesa do corpo. A conclusão do estudo foi que, como não houve diferenças significativas nos os grupos que não receberam o reiki, as alterações fisiológicas do grupo que passou pelo tratamento não são decorrentes de efeito placebo.
A equipe de Monezi começou agora a analisar os efeitos do reiki em seres humanos. O estudo ainda não está completo, mas o psicobiólogo adianta que o primeiro grupo de 16 pessoas, apresenta resultados positivos. “Os resultados sugerem uma melhoria, por exemplo, na qualidade de vida e diminuição de sintomas de ansiedade e depressão”. O trabalho faz parte de sua tese de doutorado pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp).
E esses não são os únicos trabalhos desenvolvidos com as terapias complementares no Brasil. A psicobióloga Elisa Harumi, avalia o efeito do reiki em pacientes que passaram por quimioterapia; a doutora em acupuntura Flávia Freire constatou melhora de até 60% em pacientes com apnéia do sono tratados com as agulhas, ambas pela Unifesp. A quantidade pesquisas recentes sobre o assunto mostra que a ciência está cada vez mais interessada no mecanismo e efeitos das terapias alternativas.
Saiba mais sobre o trabalho de Ricardo Monezi
TIMO: A CHAVE DA ENERGIA VITAL
No meio do peito, bem atrás do osso onde a gente toca quando diz "eu", fica uma pequena glândula chamada timo.Seu nome em grego, thýmos, significa energia vital.
Precisa dizer mais?Precisa, porque o timo continua sendo um ilustre desconhecido. Ele cresce quando estamos contentes, encolhe pela metade quando estressamos e mais ainda quando adoecemos.m Essa característica iludiu durante muito tempo a medicina, que só conhecia através de autópsias e sempre encontrava encolhidinho.
Supunha-se que atrofiava e parava de trabalhar na adolescência, tanto que durante décadas os médicos americanos bombardeavam timos adultos perfeitamente saudáveis com megadoses de raios X achando que seu "tamanho anormal" poderiam causar problemas.
Mais tarde a ciência demonstrou que, mesmo encolhendo após a infância, continua totalmente ativo; é um dos pilares do sistema,imunológico, junto com as glândulas adrenais e a espinha dorsal, e está, diretamente ligado aos sentidos, à consciência e à linguagem.
Como uma central telefônica por onde passam todas as ligações, faz conexões para fóra e para dentro.Se somos invadidos por micróbios ou toxinas, reage produzindo células de defesa na mesma hora. Mas também é muito sensível a imagens, cores, luzes, cheiros, sabores, gestos, toques, sons, palavras, pensamentos.
Amor e ódio o afetam profundamente. Idéias negativas têm mais poder sobre ele do que vírus ou bactérias.Já que não existem em forma concreta, o timo fica tentando reagir e enfraquece, abrindo brechas para sintomas de baixa imunidade, como herpes.
Em compensação, idéias positivas conseguem dele uma ativação geral em todos os poderes, lembrando a fé que remove montanhas.
por Ricardo Santana.
Acupuntura e reiki agora têm explicação científica
Pesquisadores avaliam efeitos e mecanismo de terapias alternativas em animais de laboratório
por Bruna Bernacchio
Pesquisas recentes comprovam efeitos benéficos e até encontram explicações científicas para acupuntura e reiki. Estudos sobre o assunto, antes restritos às universidades orientais, ganharam espaço entre pesquisadores americanos, europeus e até brasileiros. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma denominação especial para esses métodos: são as terapias integrativas.
Um artigo exmecanismo da acupuntura contra a dor foi publicado por pesquisadores da Universidade de Rochester na revista Nature Neuroscience em 30 de maio. Criada há quatro mil anos, a prática consiste na aplicação de agulhas em pontos do corpo. Pela explicação tradicional, ela ativa determinadas correntes energéticas para equilibrar a energia do organismo.
Cientificamente, as agulhas teriam efeitos no sistema nervoso central (cérebro e espinha dorsal). As células cerebrais são ativadas e liberam endorfina, um neurotransmissor responsável pela sensação de relaxamento e bem-estar. O estudo dos nova-iorquinos descobriu uma novidade: a terapia, que atinge tecidos mais profundos da pele, teria efeitos no sistema nervoso periférico. As agulhas estimulam também a liberação de outro neurotransmissor, a adenosina, com poder antiinflamatório e analgésico.
No experimento com camundongos com dores nas patas, cientistas aplicavam as agulhas no joelho do animal. Eles constataram que o nível de adenosina na pele da região era 24 vezes maior do que o normal e que houve uma redução do desconforto em dois terços.
A equipe tentou potencializar a eficácia da terapia, colocou um medicamento usado para tratar câncer nas agulhas. A droga aprimorou o tratamento: o nível de adenosina e a duração dos efeitos no organismo dos aniamis praticamente tripliquase triplicou e o tempo de duração dos efeitos no organismo dos ratos também triplicou. Mas este método não poderia ser feito em humanos porque o medicamento ainda não é usado clinicamente. “O próximo passo é testar a droga em pessoas, para aperfeiçoá-la ou para encontrar outras drogas com o mesmo efeito”, diz Maiken Nedergaard, coordenadora do estudo.
por Bruna Bernacchio
Pesquisas recentes comprovam efeitos benéficos e até encontram explicações científicas para acupuntura e reiki. Estudos sobre o assunto, antes restritos às universidades orientais, ganharam espaço entre pesquisadores americanos, europeus e até brasileiros. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou uma denominação especial para esses métodos: são as terapias integrativas.
Um artigo exmecanismo da acupuntura contra a dor foi publicado por pesquisadores da Universidade de Rochester na revista Nature Neuroscience em 30 de maio. Criada há quatro mil anos, a prática consiste na aplicação de agulhas em pontos do corpo. Pela explicação tradicional, ela ativa determinadas correntes energéticas para equilibrar a energia do organismo.
Cientificamente, as agulhas teriam efeitos no sistema nervoso central (cérebro e espinha dorsal). As células cerebrais são ativadas e liberam endorfina, um neurotransmissor responsável pela sensação de relaxamento e bem-estar. O estudo dos nova-iorquinos descobriu uma novidade: a terapia, que atinge tecidos mais profundos da pele, teria efeitos no sistema nervoso periférico. As agulhas estimulam também a liberação de outro neurotransmissor, a adenosina, com poder antiinflamatório e analgésico.
No experimento com camundongos com dores nas patas, cientistas aplicavam as agulhas no joelho do animal. Eles constataram que o nível de adenosina na pele da região era 24 vezes maior do que o normal e que houve uma redução do desconforto em dois terços.
A equipe tentou potencializar a eficácia da terapia, colocou um medicamento usado para tratar câncer nas agulhas. A droga aprimorou o tratamento: o nível de adenosina e a duração dos efeitos no organismo dos aniamis praticamente tripliquase triplicou e o tempo de duração dos efeitos no organismo dos ratos também triplicou. Mas este método não poderia ser feito em humanos porque o medicamento ainda não é usado clinicamente. “O próximo passo é testar a droga em pessoas, para aperfeiçoá-la ou para encontrar outras drogas com o mesmo efeito”, diz Maiken Nedergaard, coordenadora do estudo.
DECRETO ALMA ATA - OMS - REIKI - REIKI
Reiki e a Organização Mundial de Saúde
"O Decreto "Alma Ata" que criou a Medicina Alternativa Internacional e estabeleceu em 1962 a "The Open International University For Complementary Medicines"
A Organização Mundial de Saúde (OMS), após a conferência de 1962 realizada em Alma-Ata, Genebra - Suiça, declarou a importância dos "cuidados primários de saúde" no projeto "Saúde Para Todos No Ano 2.000". Considera que a saúde é um direito humano fundamental e que os governos têm a obrigação de proporcioná-la a sua população. Considera que a medicina convencional não é acessível para grande parcela da população e que, portanto, os cuidados primários de saúde seriam compostos também de práticas não convencionais e métodos terapêuticos populares aceitos pelas comunidades.
O que pensa Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o Reiki?
A OMS, o órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), pelo "O Decreto "Alma Ata" que criou a Medicina Alternativa Internacional e estabeleceu em 1962 a "The Open International University For Complementary Medicines", que envolve diversos segmentos tradicionais das medicinas não convencionais. A prática Reiki, embora empregue essa terminologia moderna, é uma prática milenar e está inserida no contexto das práticas terapêuticas alternativas, reconhecida pela OMS e consagrada no Extremo Oriente há centenas de anos."
No site da OMS cita várias práticas não convencionais de saúde, inclusive Reiki, práticas com o mesmo "teor", baseadas no mesmo princípio de Energia Vital (Prana, Ki...), muitas delas citadas nominalmente no site.Estou absolutamente certo, pelas experiências e resultados obtidos ao longo dos últimos anos de prática com Reiki, que isso não é absolutamente significativo para os seus praticantes. Não é o reconhecimento oficial, ou a ausência dele, que determina a eficácia do método.Espero contribuir para a clarificação das duvidas levantadas sobre o Reiki e o reconhecimento pela OMS.
Este espaço web é dedicado a todos os Reikianos que desejam colocar os seus textos sobre o Reiki. Aqui iremos construir um site a sua medida, dispondo este espaço a todos que o desejem.
NORMAS TÉCNICAS SETORIAIS VOLUNTÁRIAS PARA O REIKI:
UM GRANDE DESAFIO
Uma NTSV - Norma Técnica Setorial Voluntária - deve ser redigida isenta de passionalismos, quer seja a favor, quer seja contra, levando em consideração o equilíbrio entre os justos interesses dos profissionais e os do público consumidor de seus serviços.
O REIKI vem conquistando um espaço cada vez maior e, em igual proporção, chama a atenção dos não-simpatizantes da Terapia Holística, que sentem seus interesses financeiros, filosóficos e até religiosos supostamente ameaçados. Uma vez que inexiste qualquer possibilidade de lesão física do cliente da TRK, resta aos opositores o caminho do enquadrar seus perseguidos nas "armadilhas" de nossa legislação, cuja interpretação maleável permite a ocorrência de enormes injustiças. Como diz o ditado: "para os amigos, tudo; para os inimigos, a LEI".
No Código Penal, se observamos os Artigo 284 (CURANDEIRISMO) — Exercer o curandeirismo: I — Prescrevendo, ministrando ou aplicando, habitualmente, qualquer substância;
II — Usando gestos, palavras ou qualquer outro meio;
III — Fazendo diagnóstico; e o Artigo 283 (CHARLATANISMO) — Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível.
Ou seja, se uma pessoa má intencionada quiser prejudicar aqueles que INADVERTIDAMENTE, utilizem expressões como "cura" ou que utilize símbolos "secretos" do REIKI, bastará ir à delegacia de polícia mais próxima e registrar queixa... Atentem para o detalhe que o delito é caracterizado independentemente da qualidade dos resultados terapêuticos e de ter havido ou não remuneração. A terminologia utilizada nas NTSV pode causar estranheza ao profissional numa primeira observação, porém, cada expressão foi selecionada cuidadosamente com o objetivo de prevenir quanto às "armadilhas" legais ocasionadas por palavras mal aplicadas em publicidade, cartões de visita, páginas na Internet e similares. Ainda na linha de evitar controvérsias jurídicas, é fundamental que os símbolos do REIKI sejam tornados cada vez mais públicos (jamais confundir "sagrado" com "oculto", "secreto"), pois, desta forma, fica descaracterizada qualquer acusação de que esteja sendo utilizado um "meio secreto".
Devemos, também, reavaliar de forma autocrítica e construtiva, certas suposições transformadas em "fatos" pela paixão. Muito comum é vermos na literatura supostas aprovações oriundas da OMS — Organização Mundial da Saúde em relação ao REIKI e aos Florais de Bach, o que é uma inverdade.
O que de fato houve, e isto em 1969, é a Declaração de Alma Ata, onde a OMS definiu que os países membros deveriam fazer uso das terapias "alternativas" (daí que se iniciou este termo "inadequado"...) como complemento, sem, em absoluto, citar nominalmente o REIKI ou as essências florais. Claro que isto em nada diminui a eficácia destas técnicas, que funcionam, quer sejam estimuladas ou não pelos organismos oficiais.
Outrossim, tentar apaixonadamente "valorizar" as técnicas, sem confirmar a veracidade do que se divulga, com o tempo acaba surtindo efeito contrário, pois um simples consulta ao site da OMS via Internet põe por terra o que se alegou, o que acaba por afastar as pessoas mais criteriosas. Da mesma forma, "romancear" a biografia dos grandes nomes em cada técnica também se tornou um hábito perigoso.
MIKAO USUI foi, sem dúvida, um grande homem e nos legou uma obra significativa, por isso, é desnecessário se deixar levar pela paixão a atribuir-lhe títulos, viagens e diplomas os quais uma simples consulta junto às entidades citadas em suas "biografias" mostra o contrário. E isto pode ser usado contra em debates, reportagens ou, pior, em processos legais. As técnicas funcionam, por isso "florear" suas histórias torna-se desnecessário e até inconveniente. Por exemplo: alegarmos que esta ou aquela técnica são comprovadas pela "ciência".
Ora, o que os meios de comunicação e as leis consideram "ciência" é justamente aquela promovida pelos grandes laboratórios e universidades, cujos representantes discordarão veementemente desta afirmação. Deus, amor, ódio existem e jamais podem ser considerados "científicos"; nem por isso se tornam mais ou menos importantes a atuantes. O REIKI nada tem de "científico", do ponto de vista laboratorial; e daí? Todas as técnicas utilizadas na Terapia Holística também estão fora do padrão da "ciência oficial" e nem por isso deixaram de funcionar nos últimos milhares e milhares de anos...
As NTSVs, repetimos, devem ser isentas de paixão para se adequarem aos padrões internacionais, baseando-se em correlatos de outras profissões, legislação, normas já estabelecidas e no consenso. Por exemplo: para quem é Reikiano pode parecer inconcebível que outra pessoa que não Mikao Usui possa apreender a técnica diretamente, via "insight", sem ser iniciado por um Mestre. Já para quem é "de fora", isto pode parecer perfeitamente possível...
Do ponto de vista extritamente legal, é impossível impedir alguém de fazer uso da expressão REIKI em suas atividades profissionais, quer tenha sido iniciado por um Mestre de linhagem comprovada ou não; poderia alegar, inclusive (lembre-se, do ponto de vista da legislação...) que é autodidata... Já que a Lei não impede, somente a ÉTICA pode estabelecer uma solução e é aí que as NTSVs adquirem importância ainda maior. Dizer-se Reikiano sem cumprir os requisitos tradicionais, não é ilegal, mas sem dúvida, é ANTI-ÉTICO.
Ou seja, a 1a NTSV — REIKI dá o primeiro passo para definir e esclarecer à sociedade e aos profissionais o que é ser um Terapeuta em Reiki, independente das controvérsias entre as diversas associações estabelecidas de fato ou de direito na área. Com o devido respeito a estas entidades, as quais cumprem importante papel, o fato é que sindicatos são organismos de hierarquia superior, ainda mais no caso do SINTE, que é reconhecido pelo governo como NACIONAL. Justamente por isso é que as associações se filiam ao SINTE, que atua como polo de UNIÃO e de conciliação.
O Reiki foi a primeira técnica de aplicação de energia vital a ser apreciada com uma NTSV, devido ao grande número de filiados registrados nesta técnica. Em hipótese alguma, isto pode ser considerado demérito para as demais técnicas energéticas, já existentes ou que venham a ser criadas, as quais, por respeito e ética, certamente terão suas próprias nomenclaturas e regras a ser seguidas, distintas das estabelecidas pelo sistema Usui e que serão objeto de suas respectivas Normas Técnicas futuras.
Sinte SP (http://classico.sinte.com.br/modules.php?name=SINTEntsv)
Decreto Alma Ata – Edição 1978
A conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde, reunida em Alma-Ata aos doze dias do mês de setembro de mil e novecentos e setenta e oito, expressando a necessidade de ação urgente de todos os governos, de todos os que trabalham nos campos da saúde e do desenvolvimento e da comunidade mundial, para proteger e promover a saúde e do desenvolvimento e da comunidade mundial, para proteger e promover a saúde de todos os povos do mundo, formula a seguinte Declaração:
I
A Conferência reafirma enfaticamente que a saúde - estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente a ausência de doença ou enfermidade - é um direito humano fundamental, e que a consecução do mais alto nível possível de saúde é a mais importante meta social mundial, cuja realização requer a ação de muitos outros setores sociais e econômicos, além do setor da saúde.
II
A chocante desigualdade existente no estado dos povos, particularmente entre os países desenvolvimentos e em desenvolvimento, assim como dentro de países, é política, social e economicamente inaceitável, e constitui por isso objeto da preocupação comum de todos os países.
III
O desenvolvimento econômico e social baseado numa ordem econômica internacional é de importância fundamental para a mais plena realização da meta de saúde para todos e para a redução da lacuna entre o estado de saúde dos países em desenvolvimento e dos desenvolvidos. A promoção e proteção da saúde dos povos é essencial para o contínuo desenvolvimento econômico e social e contribui para a melhor qualidade da vida e para a paz mundial.
IV
É direito e dever dos povos participar individual e coletivamente no planejamento e na execução de seus cuidados de saúde.
V
Os governos têm pela saúde de seus povos uma responsabilidade que só pode ser realizada mediante adequadas medidas sanitárias e sociais. Uma das principais metas sociais dos governos, das organizações internacionais e toda a comunidade mundial na próxima década deve ser a de que todos os povos do mundo, até o ano 2000, atinjam um nível de saúde que lhes permita levar uma vida social e economicamente produtiva. Os cuidados primários de saúde constituem a chave para que essa meta seja atingida, como parte do desenvolvimento, no espírito da justiça social.
VI
Os cuidados primários da saúde são cuidados essenciais de saúde baseados em métodos e tecnologias práticas, cientificamente bem fundamentadas e socialmente aceitáveis, colocadas alcance universal de indivíduos e famílias da comunidade, mediante sua plena participação e a um custo que a comunidade e o país pode manter em cada fase de seu desenvolvimento, no espírito de autoconfiança e autodeterminação. Fazem parte integrante tanto do sistema de saúde do país, do qual constituem a função central e o foco principal, quanto do desenvolvimento social e econômico global da comunidade. Representam o primeiro nível de contato com os indivíduos, da família e da comunidade com o sistema nacional de saúde pelo qual os cuidados de saúde são levados o mais proximamente possível aos lugares onde pessoas vivem e trabalham, e constituem o primeiro elemento de um continuado processo de assistência à saúde.
VII
Os cuidados primários de saúde:
1. Refletem, e a partir delas evoluem, as condições econômicas e as características sócio-culturais e políticas do país e de suas comunidades, e se baseiam na aplicação dos resultados relevantes da pesquisa social, biomédica e de serviços da saúde e da experiência em saúde pública.
2. Têm em vista os problemas de saúde da comunidade, proporcionando serviços de promoção, prevenção, cura e reabilitação, conforme as necessidades.
3. Incluem pelo menos: educação no tocante a problemas prevalecentes de saúde e aos métodos para sua prevenção e controle, promoção da distribuição de alimentos e da nutrição apropriada, provisão adequada de água de boa-qualidade e saneamento básico, cuidados de saúde materno-infantil, inclusive planejamento familiar, imunização contra as principais doenças infecciosas, prevenção e controle de doenças localmente endêmicas, tratamento apropriado de doenças e lesões comuns e fornecimento de medicamentos essenciais.
4.Envolvem, além do setor, todos os setores e aspectos correlatos do desenvolvimento nacional e comunitário, mormente a agricultura, a pecuária, a produção de alimentos, a indústria, a habitação, as obras públicas, as comunicações e outros setores e requerem os esforços coordenados de todos os setores.
5. Requerem e promovem a máxima autoconfiança e participação comunitária e individual no planejamento, organização, operação e controle dos cuidados primários de saúde, fazendo o mais pleno uso possível de recursos disponíveis, locais, nacionais e outros, e para esse fim desenvolvem, através da educação apropriada, a capacidade de participação das comunidades.
6. Devem ser apoiados por sistemas de referências integrados, funcionais e mutuamente amparados, levando à progressiva melhoria dos cuidados gerais de saúde para todos e dando prioridade aos que têm mais necessidade.
7.Baseiam-se, aos níveis local e de encaminhamento, nos que trabalham no campo da saúde, inclusive médicos, enfermeiras, parteiras, auxiliares e agentes comunitários, conforme seja necessário, convenientemente treinados para trabalhar, social e tecnicamente, ao lado da equipe de saúde e para responder às necessidades expressas da saúde da comunidade.
VIII
Todos os governos devem formular políticas, estratégias e planos nacionais de ação, para lançar e sustentar os cuidados primários de saúde em coordenação com outros setores. Para esse fim, será necessário agir com vontade política, mobilizar os recursos do país e utilizar racionalmente os recursos externos disponíveis.
IX
Todos os países devem cooperar, num espírito de comunidade e serviço para assegurar os cuidados primários de saúde a todos os povos, uma vez que a consecução da saúde do povo de qualquer país interessa e beneficia diretamente todos os outros países. Nesse contexto, o relatório da OMS/UNICEF sobre cuidados primários de saúde constitui sólida base para o aprimoramento adicional e a operação dos cuidados primários de saúde em todo o mundo.
X
Poder-se-á atingir um nível aceitável de saúde para todos os povos do mundo até o ano 2000 mediante o melhor e mais completo uso dos recursos mundiais, dos quais uma parte considerável é atualmente gasta em armamentos e conflitos militares. Uma política legítima de independência, paz, distensão e desarmamento pode e deve liberar recursos adicionais, que podem ser destinados a fins pacíficos, e em particular à aceleração do desenvolvimento social e econômico, do qual os cuidados primários de saúde, como parte essencial, devem receber sua parcela apropriada.
A Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde concita à ação internacional e nacional urgente e eficaz, para que os cuidados primários de saúde sejam desenvolvidos e aplicados em todo o mundo, e particularmente nos países em desenvolvimento, num espírito de cooperação técnica e em consonância com a nova ordem econômica internacional. Exorta os governos, a OMS e o UNICEF, assim como outras organizações internacionais bem como entidades multifacetadas e bilaterais, organizações não governamentais, agências financeiras, todos os que trabalham no campo da saúde e toda comunidade mundial a apoiar um compromisso nacional e internacional para com os cuidados primários de saúde e a canalizar maior volume de apoio técnico e financeiro para esse fim, particularmente nos países em desenvolvimento. A conferência concita todos eles a colaborar para que os cuidados primários de saúde sejam introduzidos, desenvolvidas e mantidos, de acordo com a letra e espírito desta declaração.
"O Decreto "Alma Ata" que criou a Medicina Alternativa Internacional e estabeleceu em 1962 a "The Open International University For Complementary Medicines"
A Organização Mundial de Saúde (OMS), após a conferência de 1962 realizada em Alma-Ata, Genebra - Suiça, declarou a importância dos "cuidados primários de saúde" no projeto "Saúde Para Todos No Ano 2.000". Considera que a saúde é um direito humano fundamental e que os governos têm a obrigação de proporcioná-la a sua população. Considera que a medicina convencional não é acessível para grande parcela da população e que, portanto, os cuidados primários de saúde seriam compostos também de práticas não convencionais e métodos terapêuticos populares aceitos pelas comunidades.
O que pensa Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o Reiki?
A OMS, o órgão da Organização das Nações Unidas (ONU), pelo "O Decreto "Alma Ata" que criou a Medicina Alternativa Internacional e estabeleceu em 1962 a "The Open International University For Complementary Medicines", que envolve diversos segmentos tradicionais das medicinas não convencionais. A prática Reiki, embora empregue essa terminologia moderna, é uma prática milenar e está inserida no contexto das práticas terapêuticas alternativas, reconhecida pela OMS e consagrada no Extremo Oriente há centenas de anos."
No site da OMS cita várias práticas não convencionais de saúde, inclusive Reiki, práticas com o mesmo "teor", baseadas no mesmo princípio de Energia Vital (Prana, Ki...), muitas delas citadas nominalmente no site.Estou absolutamente certo, pelas experiências e resultados obtidos ao longo dos últimos anos de prática com Reiki, que isso não é absolutamente significativo para os seus praticantes. Não é o reconhecimento oficial, ou a ausência dele, que determina a eficácia do método.Espero contribuir para a clarificação das duvidas levantadas sobre o Reiki e o reconhecimento pela OMS.
Este espaço web é dedicado a todos os Reikianos que desejam colocar os seus textos sobre o Reiki. Aqui iremos construir um site a sua medida, dispondo este espaço a todos que o desejem.
NORMAS TÉCNICAS SETORIAIS VOLUNTÁRIAS PARA O REIKI:
UM GRANDE DESAFIO
Uma NTSV - Norma Técnica Setorial Voluntária - deve ser redigida isenta de passionalismos, quer seja a favor, quer seja contra, levando em consideração o equilíbrio entre os justos interesses dos profissionais e os do público consumidor de seus serviços.
O REIKI vem conquistando um espaço cada vez maior e, em igual proporção, chama a atenção dos não-simpatizantes da Terapia Holística, que sentem seus interesses financeiros, filosóficos e até religiosos supostamente ameaçados. Uma vez que inexiste qualquer possibilidade de lesão física do cliente da TRK, resta aos opositores o caminho do enquadrar seus perseguidos nas "armadilhas" de nossa legislação, cuja interpretação maleável permite a ocorrência de enormes injustiças. Como diz o ditado: "para os amigos, tudo; para os inimigos, a LEI".
No Código Penal, se observamos os Artigo 284 (CURANDEIRISMO) — Exercer o curandeirismo: I — Prescrevendo, ministrando ou aplicando, habitualmente, qualquer substância;
II — Usando gestos, palavras ou qualquer outro meio;
III — Fazendo diagnóstico; e o Artigo 283 (CHARLATANISMO) — Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou infalível.
Ou seja, se uma pessoa má intencionada quiser prejudicar aqueles que INADVERTIDAMENTE, utilizem expressões como "cura" ou que utilize símbolos "secretos" do REIKI, bastará ir à delegacia de polícia mais próxima e registrar queixa... Atentem para o detalhe que o delito é caracterizado independentemente da qualidade dos resultados terapêuticos e de ter havido ou não remuneração. A terminologia utilizada nas NTSV pode causar estranheza ao profissional numa primeira observação, porém, cada expressão foi selecionada cuidadosamente com o objetivo de prevenir quanto às "armadilhas" legais ocasionadas por palavras mal aplicadas em publicidade, cartões de visita, páginas na Internet e similares. Ainda na linha de evitar controvérsias jurídicas, é fundamental que os símbolos do REIKI sejam tornados cada vez mais públicos (jamais confundir "sagrado" com "oculto", "secreto"), pois, desta forma, fica descaracterizada qualquer acusação de que esteja sendo utilizado um "meio secreto".
Devemos, também, reavaliar de forma autocrítica e construtiva, certas suposições transformadas em "fatos" pela paixão. Muito comum é vermos na literatura supostas aprovações oriundas da OMS — Organização Mundial da Saúde em relação ao REIKI e aos Florais de Bach, o que é uma inverdade.
O que de fato houve, e isto em 1969, é a Declaração de Alma Ata, onde a OMS definiu que os países membros deveriam fazer uso das terapias "alternativas" (daí que se iniciou este termo "inadequado"...) como complemento, sem, em absoluto, citar nominalmente o REIKI ou as essências florais. Claro que isto em nada diminui a eficácia destas técnicas, que funcionam, quer sejam estimuladas ou não pelos organismos oficiais.
Outrossim, tentar apaixonadamente "valorizar" as técnicas, sem confirmar a veracidade do que se divulga, com o tempo acaba surtindo efeito contrário, pois um simples consulta ao site da OMS via Internet põe por terra o que se alegou, o que acaba por afastar as pessoas mais criteriosas. Da mesma forma, "romancear" a biografia dos grandes nomes em cada técnica também se tornou um hábito perigoso.
MIKAO USUI foi, sem dúvida, um grande homem e nos legou uma obra significativa, por isso, é desnecessário se deixar levar pela paixão a atribuir-lhe títulos, viagens e diplomas os quais uma simples consulta junto às entidades citadas em suas "biografias" mostra o contrário. E isto pode ser usado contra em debates, reportagens ou, pior, em processos legais. As técnicas funcionam, por isso "florear" suas histórias torna-se desnecessário e até inconveniente. Por exemplo: alegarmos que esta ou aquela técnica são comprovadas pela "ciência".
Ora, o que os meios de comunicação e as leis consideram "ciência" é justamente aquela promovida pelos grandes laboratórios e universidades, cujos representantes discordarão veementemente desta afirmação. Deus, amor, ódio existem e jamais podem ser considerados "científicos"; nem por isso se tornam mais ou menos importantes a atuantes. O REIKI nada tem de "científico", do ponto de vista laboratorial; e daí? Todas as técnicas utilizadas na Terapia Holística também estão fora do padrão da "ciência oficial" e nem por isso deixaram de funcionar nos últimos milhares e milhares de anos...
As NTSVs, repetimos, devem ser isentas de paixão para se adequarem aos padrões internacionais, baseando-se em correlatos de outras profissões, legislação, normas já estabelecidas e no consenso. Por exemplo: para quem é Reikiano pode parecer inconcebível que outra pessoa que não Mikao Usui possa apreender a técnica diretamente, via "insight", sem ser iniciado por um Mestre. Já para quem é "de fora", isto pode parecer perfeitamente possível...
Do ponto de vista extritamente legal, é impossível impedir alguém de fazer uso da expressão REIKI em suas atividades profissionais, quer tenha sido iniciado por um Mestre de linhagem comprovada ou não; poderia alegar, inclusive (lembre-se, do ponto de vista da legislação...) que é autodidata... Já que a Lei não impede, somente a ÉTICA pode estabelecer uma solução e é aí que as NTSVs adquirem importância ainda maior. Dizer-se Reikiano sem cumprir os requisitos tradicionais, não é ilegal, mas sem dúvida, é ANTI-ÉTICO.
Ou seja, a 1a NTSV — REIKI dá o primeiro passo para definir e esclarecer à sociedade e aos profissionais o que é ser um Terapeuta em Reiki, independente das controvérsias entre as diversas associações estabelecidas de fato ou de direito na área. Com o devido respeito a estas entidades, as quais cumprem importante papel, o fato é que sindicatos são organismos de hierarquia superior, ainda mais no caso do SINTE, que é reconhecido pelo governo como NACIONAL. Justamente por isso é que as associações se filiam ao SINTE, que atua como polo de UNIÃO e de conciliação.
O Reiki foi a primeira técnica de aplicação de energia vital a ser apreciada com uma NTSV, devido ao grande número de filiados registrados nesta técnica. Em hipótese alguma, isto pode ser considerado demérito para as demais técnicas energéticas, já existentes ou que venham a ser criadas, as quais, por respeito e ética, certamente terão suas próprias nomenclaturas e regras a ser seguidas, distintas das estabelecidas pelo sistema Usui e que serão objeto de suas respectivas Normas Técnicas futuras.
Sinte SP (http://classico.sinte.com.br/modules.php?name=SINTEntsv)
Decreto Alma Ata – Edição 1978
A conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde, reunida em Alma-Ata aos doze dias do mês de setembro de mil e novecentos e setenta e oito, expressando a necessidade de ação urgente de todos os governos, de todos os que trabalham nos campos da saúde e do desenvolvimento e da comunidade mundial, para proteger e promover a saúde e do desenvolvimento e da comunidade mundial, para proteger e promover a saúde de todos os povos do mundo, formula a seguinte Declaração:
I
A Conferência reafirma enfaticamente que a saúde - estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não simplesmente a ausência de doença ou enfermidade - é um direito humano fundamental, e que a consecução do mais alto nível possível de saúde é a mais importante meta social mundial, cuja realização requer a ação de muitos outros setores sociais e econômicos, além do setor da saúde.
II
A chocante desigualdade existente no estado dos povos, particularmente entre os países desenvolvimentos e em desenvolvimento, assim como dentro de países, é política, social e economicamente inaceitável, e constitui por isso objeto da preocupação comum de todos os países.
III
O desenvolvimento econômico e social baseado numa ordem econômica internacional é de importância fundamental para a mais plena realização da meta de saúde para todos e para a redução da lacuna entre o estado de saúde dos países em desenvolvimento e dos desenvolvidos. A promoção e proteção da saúde dos povos é essencial para o contínuo desenvolvimento econômico e social e contribui para a melhor qualidade da vida e para a paz mundial.
IV
É direito e dever dos povos participar individual e coletivamente no planejamento e na execução de seus cuidados de saúde.
V
Os governos têm pela saúde de seus povos uma responsabilidade que só pode ser realizada mediante adequadas medidas sanitárias e sociais. Uma das principais metas sociais dos governos, das organizações internacionais e toda a comunidade mundial na próxima década deve ser a de que todos os povos do mundo, até o ano 2000, atinjam um nível de saúde que lhes permita levar uma vida social e economicamente produtiva. Os cuidados primários de saúde constituem a chave para que essa meta seja atingida, como parte do desenvolvimento, no espírito da justiça social.
VI
Os cuidados primários da saúde são cuidados essenciais de saúde baseados em métodos e tecnologias práticas, cientificamente bem fundamentadas e socialmente aceitáveis, colocadas alcance universal de indivíduos e famílias da comunidade, mediante sua plena participação e a um custo que a comunidade e o país pode manter em cada fase de seu desenvolvimento, no espírito de autoconfiança e autodeterminação. Fazem parte integrante tanto do sistema de saúde do país, do qual constituem a função central e o foco principal, quanto do desenvolvimento social e econômico global da comunidade. Representam o primeiro nível de contato com os indivíduos, da família e da comunidade com o sistema nacional de saúde pelo qual os cuidados de saúde são levados o mais proximamente possível aos lugares onde pessoas vivem e trabalham, e constituem o primeiro elemento de um continuado processo de assistência à saúde.
VII
Os cuidados primários de saúde:
1. Refletem, e a partir delas evoluem, as condições econômicas e as características sócio-culturais e políticas do país e de suas comunidades, e se baseiam na aplicação dos resultados relevantes da pesquisa social, biomédica e de serviços da saúde e da experiência em saúde pública.
2. Têm em vista os problemas de saúde da comunidade, proporcionando serviços de promoção, prevenção, cura e reabilitação, conforme as necessidades.
3. Incluem pelo menos: educação no tocante a problemas prevalecentes de saúde e aos métodos para sua prevenção e controle, promoção da distribuição de alimentos e da nutrição apropriada, provisão adequada de água de boa-qualidade e saneamento básico, cuidados de saúde materno-infantil, inclusive planejamento familiar, imunização contra as principais doenças infecciosas, prevenção e controle de doenças localmente endêmicas, tratamento apropriado de doenças e lesões comuns e fornecimento de medicamentos essenciais.
4.Envolvem, além do setor, todos os setores e aspectos correlatos do desenvolvimento nacional e comunitário, mormente a agricultura, a pecuária, a produção de alimentos, a indústria, a habitação, as obras públicas, as comunicações e outros setores e requerem os esforços coordenados de todos os setores.
5. Requerem e promovem a máxima autoconfiança e participação comunitária e individual no planejamento, organização, operação e controle dos cuidados primários de saúde, fazendo o mais pleno uso possível de recursos disponíveis, locais, nacionais e outros, e para esse fim desenvolvem, através da educação apropriada, a capacidade de participação das comunidades.
6. Devem ser apoiados por sistemas de referências integrados, funcionais e mutuamente amparados, levando à progressiva melhoria dos cuidados gerais de saúde para todos e dando prioridade aos que têm mais necessidade.
7.Baseiam-se, aos níveis local e de encaminhamento, nos que trabalham no campo da saúde, inclusive médicos, enfermeiras, parteiras, auxiliares e agentes comunitários, conforme seja necessário, convenientemente treinados para trabalhar, social e tecnicamente, ao lado da equipe de saúde e para responder às necessidades expressas da saúde da comunidade.
VIII
Todos os governos devem formular políticas, estratégias e planos nacionais de ação, para lançar e sustentar os cuidados primários de saúde em coordenação com outros setores. Para esse fim, será necessário agir com vontade política, mobilizar os recursos do país e utilizar racionalmente os recursos externos disponíveis.
IX
Todos os países devem cooperar, num espírito de comunidade e serviço para assegurar os cuidados primários de saúde a todos os povos, uma vez que a consecução da saúde do povo de qualquer país interessa e beneficia diretamente todos os outros países. Nesse contexto, o relatório da OMS/UNICEF sobre cuidados primários de saúde constitui sólida base para o aprimoramento adicional e a operação dos cuidados primários de saúde em todo o mundo.
X
Poder-se-á atingir um nível aceitável de saúde para todos os povos do mundo até o ano 2000 mediante o melhor e mais completo uso dos recursos mundiais, dos quais uma parte considerável é atualmente gasta em armamentos e conflitos militares. Uma política legítima de independência, paz, distensão e desarmamento pode e deve liberar recursos adicionais, que podem ser destinados a fins pacíficos, e em particular à aceleração do desenvolvimento social e econômico, do qual os cuidados primários de saúde, como parte essencial, devem receber sua parcela apropriada.
A Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde concita à ação internacional e nacional urgente e eficaz, para que os cuidados primários de saúde sejam desenvolvidos e aplicados em todo o mundo, e particularmente nos países em desenvolvimento, num espírito de cooperação técnica e em consonância com a nova ordem econômica internacional. Exorta os governos, a OMS e o UNICEF, assim como outras organizações internacionais bem como entidades multifacetadas e bilaterais, organizações não governamentais, agências financeiras, todos os que trabalham no campo da saúde e toda comunidade mundial a apoiar um compromisso nacional e internacional para com os cuidados primários de saúde e a canalizar maior volume de apoio técnico e financeiro para esse fim, particularmente nos países em desenvolvimento. A conferência concita todos eles a colaborar para que os cuidados primários de saúde sejam introduzidos, desenvolvidas e mantidos, de acordo com a letra e espírito desta declaração.
Feng Shui
Essa técnica milenar chinesa de harmonização de energia da casa invade o Ocidente e modifica radicalmente o nosso olhar em relação às nossas moradias. Com o Feng Shui, cores, formas e disposição dos objetos passam a ter uma importância pelos ocidentais.
Ao entrar numa casa, a primeira impressão já nos revela uma série de informações. Num relance, já podemos avaliar se ela é clara e luminosa, se os móveis estão dispostos em harmonia, se a limpeza e a organização fazem parte dos hábitos da família. Cheiros e perfumes, tonalidades alegres ou tristes, agitação ou calma traduzem para nós o que achamos de astral da moradia. Pois os chineses, há 500 anos, se detiveram para pensar quais seriam exatamente os elementos que poderiam garantir o bom astral da casa, trazendo equilíbrio, felicidade e bem-estar aos seus habitantes. A esse método de harmonização de ambientes foi dado o nome de Feng Shui.
As palavras Feng Shui apontam como poderíamos trabalhar a energia de uma habitação. Feng significa vento e indica que pela casa circula uma energia poderosa e vital tão invisível quanto ele. Shui significa água e mostra que essa energia pode Ter o comportamento da água, circulando como um rio em um lugar ou estacionando como um lago em outro. Essa energia é chamada pelos chineses ch’i (pronuncia-se tchi), ou energia vital. O Feng Shui orienta o fluxo do ch’i, que circula pela casa, com diversas técnicas, fornecidas pelas suas três escolas principais: a da forma, a da bússola e a do Chapéu Negro.
O COMEÇO DE TUDO
Para realizar a aplicação prática do Feng Shui é preciso, antes de tudo, compreender como é formado o ch’i, a poderosa energia cósmica que permeia todo o universo.
Para desenvolver sua bela teoria sobre a origem do universo, os chineses preferem utilizar o forte poder de expressão dos símbolos. Para eles, a linguagem simbólica chega muito mais perto da verdade do que as palavras. Mesmo assim, alguns sábios da china se arriscam a colocar em textos toda a beleza dos seus antigos conhecimentos
Segundo a tradição chinesa, o universo é uma das expressões do Tao. Muito foi escrito para tentar se definir o Tao. “O Tao que pode ser definido não é mais o Tao”, sintetiza lacônico o sábio Lao-Tsé nos primorosos versos do To Te King. Mas um pequeno livro, considerado como um dos perfeitos textos ocidentais sobre o taoísmo (Wu Wei, a Sabedoria do Não-Agir), consegue tratar do assunto de uma forma que entendemos. Henri Borel, seu autor, fala sobre o tão usando as frases do seu personagem principal, próprio Lao-Tsé: “Em poucas palavras, poderia dizer que o Tao não é senão o que vós, estrangeiros, entendeis pôr Deus. (...) Observa que ambos ser designados pelos mesmos atributos. O Tao é o único, o Absoluto, o Princípio e o Fim. Ele compreende tudo e tudo a ele retorna”.
O Tao, portanto, antecede a criação. Esse vazio pleno de potencialidade é fecundado pelo desejo da criação do universo, que se manifesta em duas forças opostas e complementares: o yin e o yang. O entrelaçar ininterrupto dessas duas forças polarizadas irá gerar o ch’i, ou respiração cósmica, a energia primordial. O yin é representado pela cor escura e simboliza o feminino, suave e o receptivo. O yang é a força masculina, luminosa, ativa e criativa. Isso é demonstrado nos pontos de cores opostas dentro do tai ch’i 9 ou pleno de ch’i), símbolo que deve ser visto como se estivesse em movimento.
Os chineses usam uma metáfora poética para designar o yin e yang: eles são os pais do universo e o ch’i o amor que os une. Para explicar como eles geram a multiplicidade das coisas, passaram a representar o yin como uma linha contínua. Desses progenitores nascem dois filhos e duas filhas e, mais tarde, oito descendentes: formam-se os oito trigramas. Cada descendente é associado a uma estação, cores, fenômenos da natureza ou filhos de uma família. Esse princípio é utilizado em toda cultura chinesa, da medicina ao I Ching, o grande oráculo do Externo oriente.
O yin e o yang são forças que se manifestam fisicamente na natureza pôr meio de cinco elementos: fogo, terra, metal, água e madeira. Esses elementos formam ciclos, que podem ser de nutrição (construtivos) ou de controle (destrutivos). No Feng Shui, eles são usados para saber como aumentar ou cortar a energia de um elemento. Pôr exemplo, onde existe muito metal, com a presença de móveis de ferro, é adicionado fogo, como um vasos de flores vermelhas, pois é ele quem derrete o metal- utiliza-se assim o ciclo do controle. Para aumentar a potência dos elementos, usa- se o ciclo de nutrição. Os cantos da casa também são detectados conforme os cálculos e referências usados em cada uma das três escolas de Feng Shui.
Onde predomina a polaridade yang, o ch’i corre mais rápido, pois o yang é movimento, e onde vigora a polaridade yin, o ch’i é mais lento, pois yin é inércia. Dentro de uma casa, é ideal que haja equilíbrio: o ch’i não deve ficar estagnado. É assim que ele deve fluir: sinuoso e suave como um rio tranqüilo. Os elementos, com suas polaridades, contribuem para que isso aconteça e os especialistas em Feng Shui sempre jogam com eles para obter esse equilíbrio. Formas e cores também são associadas aos elementos. Essa correspondência, mais a relação com os animais, é o tema principal da mais antiga escola de Feng Shui: a Escola da Forma.
ESCOLA DA FORMA
Os princípios da mais antiga escola de Feng Shui, a escola da forma, são utilizados ainda hoje pelos especialistas contemporâneos do método.
Atentos observadores da natureza, os chineses notaram que os elementos que dela faziam parte podiam ser reduzidos a cinco formas principais. Mais: viram que esses elementos podiam ser simbolizados em formas de ícones. Por exemplo: o triângulo representa o fogo, pois as chamas tem forma triangular; o cilindro é o símbolo da madeira, pois lembra um tronco de árvore; a estabilidade do quadrado representa a terra; formas onduladas, a água; e o círculo, o metal.
A esses formatos básicos foram associadas cores: vermelho para o fogo, amarelo para a terra, verde para a madeira, azul- escuro para a água (o alto mar é azul- escuro) e branco para o metal. Também foi feita uma correspondência entre as cores e cada estação: verde para a primavera, vermelho para o verão; azul- escuro ou para o inverno e branco para o outono- o amarelo está presente no começo e no fim de cada estação. Mas o que os chineses mais gostavam de associar ás forças eram os animais.
A tartaruga, com sua estabilidade, está associada no inverno e ao norte; a fênix, um pássaro mítico, está ligada ao fogo e ao sul; no leste fica o tigre, branco, que corresponde ao outono, a oeste, o dragão, verde, associado á primavera. No centro fica a cobra, marrom- amarelada como a terra. O estudo das formas será base de outra grande escola: a da Bússola.
ESCOLA DA BÚSSOLA
A mais tradicional e mais antiga escola de Feng Shui da China se utiliza de três instrumentos básicos: a bússola, um disco de metal com até 48 anéis gravados com caracteres chineses e uma agulha magnética no meio (lo pan); o pa kuá, ou ba- guá ( veja a escola do Chapéu negro), e o quadrado mágico, o lo shu.
A escola da Bússola avalia não só a casa e o terreno mas também os habitantes que a ocupam. Ela considera o espaço (as formas da terra) e o tempo (as influências cósmicas, determinadas pela astrologia e pela numerologia). Isto é, os signos astrológicos dos moradores e os seus números pessoais são tão importantes quanto o terreno e a disposição da casa e dos móveis.
O número pessoal do dono da casa influi nas partes mais yang, mais movimentadas da habitação, como a sala, a cozinha o quintal, e o número da dona da casa, nas partes mais íntimas (quarto do casal, banheiros). Veja agora como calculá-lo.
Para os homens: Some os últimos dois números do seu ano de nascimento. Se o resultado for maior ou igual a 10, some novamente até atingir um único dígito. Em seguida, diminua esse número de 10. Se o resultado der 5, troque por 2. Se der 0, troque por 9
.
Para as mulheres: Faça o mesmo processo dos homens em relação ao seu ano de nascimento. Quando chegar a um dígito, some 5. Se resultado for 5, use 8. Se der 0, troque por 9. Para conhecer as direções favoráveis e desfavoráveis, use uma bússola a partir do centro de casa ou de cada ambiente e encontre o norte. Suponha a planta da casa ou do cômodo ao diagrama do seu número (os dois nortes devem coincidir). As áreas em verde são favoráveis, e as vermelhas, desfavoráveis.
Localizações auspiciosas Fu Wei= FW Ótimo lugar para a paz e a boa sorte Tien Yi= TY Boa área para quem tem problemas de saúde Nien Yen= NY Localização que melhora os relacionamentos Sheng Chi= SC Atrai dinheiro e prosperidadeLocalizações desfavoráveis Ho Hai= HH Área de perda financeira. Boa apenas para despensa. Wu Kwei= WK Perogo de fogo, roubo e brigas. Só para banheiros. Chueh Ming= CM A pior das áreas. Boas para a cozinha, com o fogão girando para uma área favorável. Não deve coincidir com a entrada da casa. Lui Sha= LS Causa doenças e dificuldades legais. Boa para despensa.
Lo Shu, quadro mágico
Conta uma lenda que um sábio e xamã da antiga China, chamado Yu, viu estranhas marcas na carapaça de uma tartaruga saída do Rio Lo. Ele percebeu que as marcas podiam ser transformadas em números e que todos eles somavam quinze em todas as direções, como se fossem algarismos mágicos. Esse quadrado é aplicado pela Escola da Bússola junto ao pa kuá (ba-guá) em cima da planta ou do terreno de uma coisa. Os números inteiros são móveis e se movimentam de acordo com a colação do número pessoal. Esse movimento é chamado de Estrela de Saturno e já era conhecido dos judeus especialistas em Cabala. Cada número corresponde a um triagrama e confere determinadas características ao local.
E no hemisfério sul muda tudo?
Praticantes da Escola da Bússola enfrentam um grande dilema. Como as observações da natureza em que se baseia o Feng Shui foram feitas na China, portanto no hemisfério norte essas orientações ao aplicá- las no hemisfério sul, onde os ciclos da natureza são diferentes e invertidos? Roger Green, especialista australiano em Feng Shui, em certeza que sim. Para ele, o sul foi associado ao verão, ao fogo e ao vermelho, por que na China, o calor vem da região do Equador e, portanto do sul. O norte foi associado ao frio porque as correntes geladas, no território chinês, vêm do polo norte. O esclarecimento dessa polêmica pode levar anos. Somente com a aplicação do dois métodos no hemisfério sul e a avaliação dos resultados é que se pode ter certeza de que tudo deve ser invertido.
ESCOLA DO CHAPÉU NEGRO
Em vários países do Ocidente, uma terceira escola de Feng Shui vem causando interesse cada vez maior nos praticantes do método. Nascida do budismo tibetano, a Escola do Chapéu Negro apaixona os iniciantes pela sua praticidade.
Um mestre do budismo tântrico tibetano, Thomas Lin Yun, emigrou há mais de duas décadas para os Estados Unidos. Na sua bagagem, trouxe o conhecimento das escolas tradicionais de Feng Shui, acrescido de práticas mágicas oriundas da seita Bom, a primeira forma religiosa do Tibete, e de outras técnicas, que incluíam o aspecto psicológico do ser humano e o seu subconsciente. Para o mestre Lin Yun, da linguagem dos Chapéus Negros (as outras são as dos Chapéus amarelos, como a seguida pelo dalai Lama, e a dos Chapéus vermelhos, os Nyngmapas), o Feng Shui deve considerar não só o Feng Shui deve considerar não só as cores, as formas e os pontos cardeais mas também a relação psicológica entre o homem e o seu ambiente. Lin yun apóia-se no ba-guá como seu instrumento principal e o utiliza de uma maneira simples: alinha a porta principal com o lado referente ao guá trabalho. As suas bênçãos, ou expedientes para acelerar ou reduzir o fluxo do ch’i, incluem mantas (sins sagrados), posições de mãos (mudras) e a intenção da pessoa que as realiza. Objetos como quadros e retratos são usados como lembretes ao nosso subconsciente. Embora as curas sejam também utilizadas na escola da Bússola, que usa os cinco elementos, suas cores e formas, o mestre tibetano sublinha a importância do lado psicológico e do lado espiritual e mágico, com seus sons, gestos e intenção.
O instrumento mais importante para a Escola do Chapéu Negro é o ba-guá. Ele é aplicado na planta da casa ou em qualquer ambiente com a intenção de mapear as oito áreas da vida (os guás) que serão trabalhadas pelo Feng Shui, devidamente ativadas com seus elementos e cores correspondentes. Saiba que ao mexer num setor da sua vida, pois, para os chineses, a casa é a projeção de nós mesmos. Conheça agora os oito setores, com suas características principais.
TRABALHO- é a área do trabalho, mas também do cotidiano das pessoas. O seu elemento é a água e a cor o azul- escuro ou preto. Nesse setor, você deve ativar o movimento, com fotos ou quadros de mar com ondas calmas ou de rios com águas tranqüilas. Uma fonte também pode ajudar esse fluir.
ESPIRTUALIDADE- a espiritualidade e o conhecimento por meio do intelecto pertencem a esse setor. Seu elemento é a terra e para ativá-lo use a cor azul, verde ou prata em tecidos, almofadas, molduras. Objetos que simbolizem a espiritualidade ou a busca interior, como os livros, também podem estar presentes.
FAMÍLIA- é o setor da família, mas também de tudo o que herdamos dela, como nossas características genéticas. Por isso, é igualmente considerada a área da saúde. Objetos que ganhamos de herança podem ser colocados aqui, plantas e móveis de madeira, pois esse guá corresponde á primavera. A cor desse canto é o verde.
PROSPERIDADE- as formas arredondadas, que lembram moedas, e as cores azul, violeta e vermelho pertencem a esse canto. É o lugar ideal para vasos com plantas de folhas arredondadas, como a violeta, e objetos dourados. Ametistas, aquários, fontes ou rosas vermelhas também são excelentes. O elemento é a madeira.
SUCESSO- abrange não só o sucesso mas todo o que for relacionado com a auto- realização em todos os níveis- pessoal, profissional, emocional e espiritual. A cor vermelha e o fogo representam essa área. Objetos pontudos ou triangulares, como pirâmides, podem ficar aqui. Os animais em geral também integram essa área e aparecem no couro e na lã ou em imagens e quadros.
RELACIONAMENTOS- uma área bem feminina, dominada pôr vermelho, rosa e branco e pelo elemento terra. Objetos pares (só um par) devem ser colocados aqui. Luzes e velas também podem ativar o canto, que trata dos relacionamentos amorosos e de profissionais (como os de sócios). Fotografia do casal num momento de felicidade ou estatuetas de amantes ficam bem.
CRIATIVIDADE- os filhos e crianças estão incluídos nessa área, por isso objetos engraçados e brinquedos podem estar pôr aqui. O branco e o metal dominam. É o melhor lugar para o aparelho de som e a TV.
AMIGOS- imagens de anjos ou santos estão nesse canto. Fotos de amigos queridos ou de alguém de quem você quer se aproximar devem ser colocados aqui. O branco, o cinza e o preto ficam bem em molduras ou tecidos. Seu elemento é o metal.
CENTRO DE TAI CH’I- relacionado ao elemento terra e á cor amarela. No centro se dá o equilíbrio das forças e a estabilidade. Objetos de cerâmica em tons de terra ou amarelos são ideais. O tai ch’i também está relacionado à saúde, no sentido de bem- estar e integração física e psicológica.
AS NOVE CURAS
As curas empregadas pelo mestre Lin Yun partem do princípio de que o ch’i, ou energia primordial, precisa fluir adequadamente em todas as áreas. Para isso, utiliza expedientes para ativá-lo. São elementos que podem ser usados para desmanchar a energia sha (negativa) em todos os cantos da casa. São eles:
Objetos luminosos ou reflexos: espelhos, bolas de cristal, prismas, luzes
Sons: sinos de vento
Elementos vivos: plantas, flores, aquários
Água: fontes
Objetos móveis: móbiles, cata- ventos, pião, fontes
Animais: quando saudáveis, geram bom ch’i
Objetos de arte: harmônicos e com temas relaxantes
Objetos sólidos: esculturas ou pedras estabilizam um setor
Aparelhos elétricos: muito estimulantes, mas devem ficar longe da cama
Flautas de bambu: corrigem vigas e desníveis do teto
Cores: equilibram o ch’i, se escolhidas de acordo com os setores
AS TRÊS BÊNÇÃOS
Depois de aplicado o bágua e colocados os objetos de cura, é precioso interligá-los, mediante mantras, mudras e intenções, para que tenham efeito.
Mantras- são frases sagradas repetidas. O mantra mais usado no Tibete é “Om Mani Padme Hum” ou “Ó jóia preciosa de lótus”.
Mudras- são gestos rituais. O mais comum, o mandra do coração, une os dois polegares, com a mão esquerda por baixo e a direita pôr cima, simbolizando Céu e Terra. Pode ser substituído pela posição das mãos em prece.
Intenção- a bênção deve ser feita com intenção clara e bem expressa, mesmo se for apenas em pensamento.
APLICAÇÃO DO BA-GUÁ E CURAS DA CASA
Conheça as questões mais comuns de quem aplica o Feng Shui em casa.
1-Como aplicar corretamente o ba-guá em construções irregulares? Ele pode ser aplicado sobre ambientes ou plantas retangulares, basta esticar a figura: a partir do centro, divida o ambiente em oito partes, delimitando as áreas ou guás. Lembre-se de alinhar a área trabalho á porta de entrada. Chineses de várias escolas que aplicam essa técnica usam esse recurso. A figura perde a simetria perfeita, as áreas prosperidade, relacionamentos, espiritualidade e amigos aumentam, mas isso não significa que os guás família, sucesso, criatividade e carreira fiquem prejudicados ou recebam menos energia (isso só acontece quando existe uma área faltante, isto é, quando uma planta não preenche o guá).
2- Ao aplicar o ba-guá na planta de um apartamento, percebe-se que alguns cantos não existem. O que fazer? Se a planta for retangular, siga a orientação da resposta acima, caso contrário, alinhe o ba-guá á porta de entrada e trace uma linha imaginária para completar a área que falta no desenho da planta. Dessa forma, você fica sabendo qual é a área faltante. Na ilustração abaixo, pôr exemplo, falta metade do canto trabalho o guá amigos quase inteiro.
3- Como ativar os cantos do ba-guá não existentes na planta da casa? Algumas curas são indicadas. Se isso acontecer em áreas externas, uma cerca viva no jardim, pôr exemplo, completa esse canto. Já dentro da casa ou nos apartamentos, coloca-se um grande espelho na parede vizinha ao guá que falta . A idéia é “empurrar” a parede, ampliando o canto que falta.
4- Para os seguidores do Feng Shui, banheiro é sempre problema, pois a energia vital, o ch’i, é sugada pelo vaso sanitário. Como manter a energia que ao dar descarga o ch’i da pessoa também conheça algumas curas:
Toda vez que der descarga, abaixe a tampa do vaso.
Mantenha a porta do banheiro sempre fechada.
Pinte uma bolinha vermelha no teto em cima do vaso.
Coloque yus, bowls de vidro com água, plantas e nove cristais de quartzo na cor correspondente ao guá para transmutar energia.
Use vasos com terra e plantas sadias.
Ao entrar numa casa, a primeira impressão já nos revela uma série de informações. Num relance, já podemos avaliar se ela é clara e luminosa, se os móveis estão dispostos em harmonia, se a limpeza e a organização fazem parte dos hábitos da família. Cheiros e perfumes, tonalidades alegres ou tristes, agitação ou calma traduzem para nós o que achamos de astral da moradia. Pois os chineses, há 500 anos, se detiveram para pensar quais seriam exatamente os elementos que poderiam garantir o bom astral da casa, trazendo equilíbrio, felicidade e bem-estar aos seus habitantes. A esse método de harmonização de ambientes foi dado o nome de Feng Shui.
As palavras Feng Shui apontam como poderíamos trabalhar a energia de uma habitação. Feng significa vento e indica que pela casa circula uma energia poderosa e vital tão invisível quanto ele. Shui significa água e mostra que essa energia pode Ter o comportamento da água, circulando como um rio em um lugar ou estacionando como um lago em outro. Essa energia é chamada pelos chineses ch’i (pronuncia-se tchi), ou energia vital. O Feng Shui orienta o fluxo do ch’i, que circula pela casa, com diversas técnicas, fornecidas pelas suas três escolas principais: a da forma, a da bússola e a do Chapéu Negro.
O COMEÇO DE TUDO
Para realizar a aplicação prática do Feng Shui é preciso, antes de tudo, compreender como é formado o ch’i, a poderosa energia cósmica que permeia todo o universo.
Para desenvolver sua bela teoria sobre a origem do universo, os chineses preferem utilizar o forte poder de expressão dos símbolos. Para eles, a linguagem simbólica chega muito mais perto da verdade do que as palavras. Mesmo assim, alguns sábios da china se arriscam a colocar em textos toda a beleza dos seus antigos conhecimentos
Segundo a tradição chinesa, o universo é uma das expressões do Tao. Muito foi escrito para tentar se definir o Tao. “O Tao que pode ser definido não é mais o Tao”, sintetiza lacônico o sábio Lao-Tsé nos primorosos versos do To Te King. Mas um pequeno livro, considerado como um dos perfeitos textos ocidentais sobre o taoísmo (Wu Wei, a Sabedoria do Não-Agir), consegue tratar do assunto de uma forma que entendemos. Henri Borel, seu autor, fala sobre o tão usando as frases do seu personagem principal, próprio Lao-Tsé: “Em poucas palavras, poderia dizer que o Tao não é senão o que vós, estrangeiros, entendeis pôr Deus. (...) Observa que ambos ser designados pelos mesmos atributos. O Tao é o único, o Absoluto, o Princípio e o Fim. Ele compreende tudo e tudo a ele retorna”.
O Tao, portanto, antecede a criação. Esse vazio pleno de potencialidade é fecundado pelo desejo da criação do universo, que se manifesta em duas forças opostas e complementares: o yin e o yang. O entrelaçar ininterrupto dessas duas forças polarizadas irá gerar o ch’i, ou respiração cósmica, a energia primordial. O yin é representado pela cor escura e simboliza o feminino, suave e o receptivo. O yang é a força masculina, luminosa, ativa e criativa. Isso é demonstrado nos pontos de cores opostas dentro do tai ch’i 9 ou pleno de ch’i), símbolo que deve ser visto como se estivesse em movimento.
Os chineses usam uma metáfora poética para designar o yin e yang: eles são os pais do universo e o ch’i o amor que os une. Para explicar como eles geram a multiplicidade das coisas, passaram a representar o yin como uma linha contínua. Desses progenitores nascem dois filhos e duas filhas e, mais tarde, oito descendentes: formam-se os oito trigramas. Cada descendente é associado a uma estação, cores, fenômenos da natureza ou filhos de uma família. Esse princípio é utilizado em toda cultura chinesa, da medicina ao I Ching, o grande oráculo do Externo oriente.
O yin e o yang são forças que se manifestam fisicamente na natureza pôr meio de cinco elementos: fogo, terra, metal, água e madeira. Esses elementos formam ciclos, que podem ser de nutrição (construtivos) ou de controle (destrutivos). No Feng Shui, eles são usados para saber como aumentar ou cortar a energia de um elemento. Pôr exemplo, onde existe muito metal, com a presença de móveis de ferro, é adicionado fogo, como um vasos de flores vermelhas, pois é ele quem derrete o metal- utiliza-se assim o ciclo do controle. Para aumentar a potência dos elementos, usa- se o ciclo de nutrição. Os cantos da casa também são detectados conforme os cálculos e referências usados em cada uma das três escolas de Feng Shui.
Onde predomina a polaridade yang, o ch’i corre mais rápido, pois o yang é movimento, e onde vigora a polaridade yin, o ch’i é mais lento, pois yin é inércia. Dentro de uma casa, é ideal que haja equilíbrio: o ch’i não deve ficar estagnado. É assim que ele deve fluir: sinuoso e suave como um rio tranqüilo. Os elementos, com suas polaridades, contribuem para que isso aconteça e os especialistas em Feng Shui sempre jogam com eles para obter esse equilíbrio. Formas e cores também são associadas aos elementos. Essa correspondência, mais a relação com os animais, é o tema principal da mais antiga escola de Feng Shui: a Escola da Forma.
ESCOLA DA FORMA
Os princípios da mais antiga escola de Feng Shui, a escola da forma, são utilizados ainda hoje pelos especialistas contemporâneos do método.
Atentos observadores da natureza, os chineses notaram que os elementos que dela faziam parte podiam ser reduzidos a cinco formas principais. Mais: viram que esses elementos podiam ser simbolizados em formas de ícones. Por exemplo: o triângulo representa o fogo, pois as chamas tem forma triangular; o cilindro é o símbolo da madeira, pois lembra um tronco de árvore; a estabilidade do quadrado representa a terra; formas onduladas, a água; e o círculo, o metal.
A esses formatos básicos foram associadas cores: vermelho para o fogo, amarelo para a terra, verde para a madeira, azul- escuro para a água (o alto mar é azul- escuro) e branco para o metal. Também foi feita uma correspondência entre as cores e cada estação: verde para a primavera, vermelho para o verão; azul- escuro ou para o inverno e branco para o outono- o amarelo está presente no começo e no fim de cada estação. Mas o que os chineses mais gostavam de associar ás forças eram os animais.
A tartaruga, com sua estabilidade, está associada no inverno e ao norte; a fênix, um pássaro mítico, está ligada ao fogo e ao sul; no leste fica o tigre, branco, que corresponde ao outono, a oeste, o dragão, verde, associado á primavera. No centro fica a cobra, marrom- amarelada como a terra. O estudo das formas será base de outra grande escola: a da Bússola.
ESCOLA DA BÚSSOLA
A mais tradicional e mais antiga escola de Feng Shui da China se utiliza de três instrumentos básicos: a bússola, um disco de metal com até 48 anéis gravados com caracteres chineses e uma agulha magnética no meio (lo pan); o pa kuá, ou ba- guá ( veja a escola do Chapéu negro), e o quadrado mágico, o lo shu.
A escola da Bússola avalia não só a casa e o terreno mas também os habitantes que a ocupam. Ela considera o espaço (as formas da terra) e o tempo (as influências cósmicas, determinadas pela astrologia e pela numerologia). Isto é, os signos astrológicos dos moradores e os seus números pessoais são tão importantes quanto o terreno e a disposição da casa e dos móveis.
O número pessoal do dono da casa influi nas partes mais yang, mais movimentadas da habitação, como a sala, a cozinha o quintal, e o número da dona da casa, nas partes mais íntimas (quarto do casal, banheiros). Veja agora como calculá-lo.
Para os homens: Some os últimos dois números do seu ano de nascimento. Se o resultado for maior ou igual a 10, some novamente até atingir um único dígito. Em seguida, diminua esse número de 10. Se o resultado der 5, troque por 2. Se der 0, troque por 9
.
Para as mulheres: Faça o mesmo processo dos homens em relação ao seu ano de nascimento. Quando chegar a um dígito, some 5. Se resultado for 5, use 8. Se der 0, troque por 9. Para conhecer as direções favoráveis e desfavoráveis, use uma bússola a partir do centro de casa ou de cada ambiente e encontre o norte. Suponha a planta da casa ou do cômodo ao diagrama do seu número (os dois nortes devem coincidir). As áreas em verde são favoráveis, e as vermelhas, desfavoráveis.
Localizações auspiciosas Fu Wei= FW Ótimo lugar para a paz e a boa sorte Tien Yi= TY Boa área para quem tem problemas de saúde Nien Yen= NY Localização que melhora os relacionamentos Sheng Chi= SC Atrai dinheiro e prosperidadeLocalizações desfavoráveis Ho Hai= HH Área de perda financeira. Boa apenas para despensa. Wu Kwei= WK Perogo de fogo, roubo e brigas. Só para banheiros. Chueh Ming= CM A pior das áreas. Boas para a cozinha, com o fogão girando para uma área favorável. Não deve coincidir com a entrada da casa. Lui Sha= LS Causa doenças e dificuldades legais. Boa para despensa.
Lo Shu, quadro mágico
Conta uma lenda que um sábio e xamã da antiga China, chamado Yu, viu estranhas marcas na carapaça de uma tartaruga saída do Rio Lo. Ele percebeu que as marcas podiam ser transformadas em números e que todos eles somavam quinze em todas as direções, como se fossem algarismos mágicos. Esse quadrado é aplicado pela Escola da Bússola junto ao pa kuá (ba-guá) em cima da planta ou do terreno de uma coisa. Os números inteiros são móveis e se movimentam de acordo com a colação do número pessoal. Esse movimento é chamado de Estrela de Saturno e já era conhecido dos judeus especialistas em Cabala. Cada número corresponde a um triagrama e confere determinadas características ao local.
E no hemisfério sul muda tudo?
Praticantes da Escola da Bússola enfrentam um grande dilema. Como as observações da natureza em que se baseia o Feng Shui foram feitas na China, portanto no hemisfério norte essas orientações ao aplicá- las no hemisfério sul, onde os ciclos da natureza são diferentes e invertidos? Roger Green, especialista australiano em Feng Shui, em certeza que sim. Para ele, o sul foi associado ao verão, ao fogo e ao vermelho, por que na China, o calor vem da região do Equador e, portanto do sul. O norte foi associado ao frio porque as correntes geladas, no território chinês, vêm do polo norte. O esclarecimento dessa polêmica pode levar anos. Somente com a aplicação do dois métodos no hemisfério sul e a avaliação dos resultados é que se pode ter certeza de que tudo deve ser invertido.
ESCOLA DO CHAPÉU NEGRO
Em vários países do Ocidente, uma terceira escola de Feng Shui vem causando interesse cada vez maior nos praticantes do método. Nascida do budismo tibetano, a Escola do Chapéu Negro apaixona os iniciantes pela sua praticidade.
Um mestre do budismo tântrico tibetano, Thomas Lin Yun, emigrou há mais de duas décadas para os Estados Unidos. Na sua bagagem, trouxe o conhecimento das escolas tradicionais de Feng Shui, acrescido de práticas mágicas oriundas da seita Bom, a primeira forma religiosa do Tibete, e de outras técnicas, que incluíam o aspecto psicológico do ser humano e o seu subconsciente. Para o mestre Lin Yun, da linguagem dos Chapéus Negros (as outras são as dos Chapéus amarelos, como a seguida pelo dalai Lama, e a dos Chapéus vermelhos, os Nyngmapas), o Feng Shui deve considerar não só o Feng Shui deve considerar não só as cores, as formas e os pontos cardeais mas também a relação psicológica entre o homem e o seu ambiente. Lin yun apóia-se no ba-guá como seu instrumento principal e o utiliza de uma maneira simples: alinha a porta principal com o lado referente ao guá trabalho. As suas bênçãos, ou expedientes para acelerar ou reduzir o fluxo do ch’i, incluem mantas (sins sagrados), posições de mãos (mudras) e a intenção da pessoa que as realiza. Objetos como quadros e retratos são usados como lembretes ao nosso subconsciente. Embora as curas sejam também utilizadas na escola da Bússola, que usa os cinco elementos, suas cores e formas, o mestre tibetano sublinha a importância do lado psicológico e do lado espiritual e mágico, com seus sons, gestos e intenção.
O instrumento mais importante para a Escola do Chapéu Negro é o ba-guá. Ele é aplicado na planta da casa ou em qualquer ambiente com a intenção de mapear as oito áreas da vida (os guás) que serão trabalhadas pelo Feng Shui, devidamente ativadas com seus elementos e cores correspondentes. Saiba que ao mexer num setor da sua vida, pois, para os chineses, a casa é a projeção de nós mesmos. Conheça agora os oito setores, com suas características principais.
TRABALHO- é a área do trabalho, mas também do cotidiano das pessoas. O seu elemento é a água e a cor o azul- escuro ou preto. Nesse setor, você deve ativar o movimento, com fotos ou quadros de mar com ondas calmas ou de rios com águas tranqüilas. Uma fonte também pode ajudar esse fluir.
ESPIRTUALIDADE- a espiritualidade e o conhecimento por meio do intelecto pertencem a esse setor. Seu elemento é a terra e para ativá-lo use a cor azul, verde ou prata em tecidos, almofadas, molduras. Objetos que simbolizem a espiritualidade ou a busca interior, como os livros, também podem estar presentes.
FAMÍLIA- é o setor da família, mas também de tudo o que herdamos dela, como nossas características genéticas. Por isso, é igualmente considerada a área da saúde. Objetos que ganhamos de herança podem ser colocados aqui, plantas e móveis de madeira, pois esse guá corresponde á primavera. A cor desse canto é o verde.
PROSPERIDADE- as formas arredondadas, que lembram moedas, e as cores azul, violeta e vermelho pertencem a esse canto. É o lugar ideal para vasos com plantas de folhas arredondadas, como a violeta, e objetos dourados. Ametistas, aquários, fontes ou rosas vermelhas também são excelentes. O elemento é a madeira.
SUCESSO- abrange não só o sucesso mas todo o que for relacionado com a auto- realização em todos os níveis- pessoal, profissional, emocional e espiritual. A cor vermelha e o fogo representam essa área. Objetos pontudos ou triangulares, como pirâmides, podem ficar aqui. Os animais em geral também integram essa área e aparecem no couro e na lã ou em imagens e quadros.
RELACIONAMENTOS- uma área bem feminina, dominada pôr vermelho, rosa e branco e pelo elemento terra. Objetos pares (só um par) devem ser colocados aqui. Luzes e velas também podem ativar o canto, que trata dos relacionamentos amorosos e de profissionais (como os de sócios). Fotografia do casal num momento de felicidade ou estatuetas de amantes ficam bem.
CRIATIVIDADE- os filhos e crianças estão incluídos nessa área, por isso objetos engraçados e brinquedos podem estar pôr aqui. O branco e o metal dominam. É o melhor lugar para o aparelho de som e a TV.
AMIGOS- imagens de anjos ou santos estão nesse canto. Fotos de amigos queridos ou de alguém de quem você quer se aproximar devem ser colocados aqui. O branco, o cinza e o preto ficam bem em molduras ou tecidos. Seu elemento é o metal.
CENTRO DE TAI CH’I- relacionado ao elemento terra e á cor amarela. No centro se dá o equilíbrio das forças e a estabilidade. Objetos de cerâmica em tons de terra ou amarelos são ideais. O tai ch’i também está relacionado à saúde, no sentido de bem- estar e integração física e psicológica.
AS NOVE CURAS
As curas empregadas pelo mestre Lin Yun partem do princípio de que o ch’i, ou energia primordial, precisa fluir adequadamente em todas as áreas. Para isso, utiliza expedientes para ativá-lo. São elementos que podem ser usados para desmanchar a energia sha (negativa) em todos os cantos da casa. São eles:
Objetos luminosos ou reflexos: espelhos, bolas de cristal, prismas, luzes
Sons: sinos de vento
Elementos vivos: plantas, flores, aquários
Água: fontes
Objetos móveis: móbiles, cata- ventos, pião, fontes
Animais: quando saudáveis, geram bom ch’i
Objetos de arte: harmônicos e com temas relaxantes
Objetos sólidos: esculturas ou pedras estabilizam um setor
Aparelhos elétricos: muito estimulantes, mas devem ficar longe da cama
Flautas de bambu: corrigem vigas e desníveis do teto
Cores: equilibram o ch’i, se escolhidas de acordo com os setores
AS TRÊS BÊNÇÃOS
Depois de aplicado o bágua e colocados os objetos de cura, é precioso interligá-los, mediante mantras, mudras e intenções, para que tenham efeito.
Mantras- são frases sagradas repetidas. O mantra mais usado no Tibete é “Om Mani Padme Hum” ou “Ó jóia preciosa de lótus”.
Mudras- são gestos rituais. O mais comum, o mandra do coração, une os dois polegares, com a mão esquerda por baixo e a direita pôr cima, simbolizando Céu e Terra. Pode ser substituído pela posição das mãos em prece.
Intenção- a bênção deve ser feita com intenção clara e bem expressa, mesmo se for apenas em pensamento.
APLICAÇÃO DO BA-GUÁ E CURAS DA CASA
Conheça as questões mais comuns de quem aplica o Feng Shui em casa.
1-Como aplicar corretamente o ba-guá em construções irregulares? Ele pode ser aplicado sobre ambientes ou plantas retangulares, basta esticar a figura: a partir do centro, divida o ambiente em oito partes, delimitando as áreas ou guás. Lembre-se de alinhar a área trabalho á porta de entrada. Chineses de várias escolas que aplicam essa técnica usam esse recurso. A figura perde a simetria perfeita, as áreas prosperidade, relacionamentos, espiritualidade e amigos aumentam, mas isso não significa que os guás família, sucesso, criatividade e carreira fiquem prejudicados ou recebam menos energia (isso só acontece quando existe uma área faltante, isto é, quando uma planta não preenche o guá).
2- Ao aplicar o ba-guá na planta de um apartamento, percebe-se que alguns cantos não existem. O que fazer? Se a planta for retangular, siga a orientação da resposta acima, caso contrário, alinhe o ba-guá á porta de entrada e trace uma linha imaginária para completar a área que falta no desenho da planta. Dessa forma, você fica sabendo qual é a área faltante. Na ilustração abaixo, pôr exemplo, falta metade do canto trabalho o guá amigos quase inteiro.
3- Como ativar os cantos do ba-guá não existentes na planta da casa? Algumas curas são indicadas. Se isso acontecer em áreas externas, uma cerca viva no jardim, pôr exemplo, completa esse canto. Já dentro da casa ou nos apartamentos, coloca-se um grande espelho na parede vizinha ao guá que falta . A idéia é “empurrar” a parede, ampliando o canto que falta.
4- Para os seguidores do Feng Shui, banheiro é sempre problema, pois a energia vital, o ch’i, é sugada pelo vaso sanitário. Como manter a energia que ao dar descarga o ch’i da pessoa também conheça algumas curas:
Toda vez que der descarga, abaixe a tampa do vaso.
Mantenha a porta do banheiro sempre fechada.
Pinte uma bolinha vermelha no teto em cima do vaso.
Coloque yus, bowls de vidro com água, plantas e nove cristais de quartzo na cor correspondente ao guá para transmutar energia.
Use vasos com terra e plantas sadias.
VINTE E DOIS TOQUES CONSCIENCIAIS
(por Wagner Borges)
(Ponderações Espiritualistas, Simples e Despretensiosas)
1. Tudo tem um duplo!
(A energia é a base de todas as coisas).
2. Emoções estagnadas bloqueiam a circulação sadia das
energias.
(Má resolução afetiva = Bloqueios energéticos e Chacra
cardíaco esmaecido).
3. As energias seguem os pensamentos.
(Cada um é o que pensa!)
4. Se a mágoa prende as energias, o oposto também é
verdadeiro; o perdão libera as energias e faz o coração virar um sol.
(A compreensão enche a aura de luz).
5. Fios energéticos interligam as pessoas. Às vezes, espíritos densos
se agarram nesses fios e interagem com as energias, conectando-se
psiquicamente com aqueles que estão interligados. Muitas vezes,
através dos acoplamentos áuricos negativos entre pessoas, espíritos
densos interligam-se a elas e fazem um verdadeiro trampolim
energético, pulando de uma para outra. O objetivo desse pessoal
pesado é sempre o vampirismo psíquico e o rebaixamento espiritual de
todos.
(Por isso o sábio Jesus ensinava que é preciso "orar e vigiar!").
6. De que adianta uma vestimenta luxuosa, se, por dentro, o coração
está miserável?
(A verdadeira roupa do Ser é sua aura, que reflete bem o que cada um
pensa, sente e quer da vida e dos outros. Por isso, é essencial
encher a aura de luz, diariamente, e lembrar-se da própria natureza
espiritual).
7. Da mesma forma que é necessária e vital a higiene diária do corpo
físico, assim também é em relação aos corpos sutis.
(Preces, meditações, mantras, contatos com a natureza, e estudos e
práticas espirituais sadias renovam as energias dos corpos sutis e
tornam a aura numa verdadeira "vestimenta de luz").
8. Espíritos assediadores não ligam a mínima para a formação
acadêmica de ninguém. Eles entram nas energias das pessoas por
sintonia com o que elas pensam, sentem e fazem na vida. Não lhes
interessa o diploma ou a cultura da vítima de seu vampirismo, pois,
sempre procuram nela o clima psíquico interno adequado para suas
atividades nefandas.
(Esse é um paradoxo curioso: espíritos infelizes, sem formação
alguma, conseguem infligir grandes danos psíquicos em técnicos e
doutores de várias áreas humanas, simplesmente explorando neles o
mais básico: suas emoções mal-resolvidas e seus pensamentos
estranhos).
10. Outros paradoxos estranhos: médiuns com medo de espíritos
desencarnados; iogues que trabalham com práticas respiratórias, mas
que são escravos do fumo; doutrinadores de sessões de desobsessão,
que, sequer doutrinaram a si mesmos e jamais fazem o que dizem aos
espíritos, principalmente perdoar a alguém; passistas, curadores
prânicos e reikianos andando no mundo com os chacras das mãos
apagados; projetores extrafisicos com medo das saídas do corpo; e
espiritualistas variados que sempre falam de vida após a morte, mas
não deixam de chorar e visitar tumbas no cemitério no dia de finados.
(E, mais um paradoxo, que nunca consegui entender: estudantes
espirituais, de várias linhas, que estudam sobre carma e
reencarnação, mas ainda padecem da doença do racismo e do preconceito
em seus corações).
11. Ninguém é dono da verdade, mas tem gente que acha que sabe tudo!
E isso só revela o seguinte: dentro da magnitude da vida, em todos os
níveis, planos e dimensões, quanto mais se estuda, mais dúvidas
aparecem, pois se percebe, claramente, que o que se sabe é bem pouco
diante do infinito. Logo, quem estuda a sério e com discernimento das
coisas, descobre o óbvio: nunca saberá o bastante, nem em mil vidas...
Em contrapartida, pode descobrir a si mesmo e admirar-se com a
grandeza da vida, e isso é mais importante do que os segredos do
universo.
(Conhecer a si mesmo é o grande desafio do ser humano).
12. Alguém pode comprar o amor verdadeiro de outro? E que coisa da
Terra poderá preencher o vazio existencial do coração?
(Nem bebida ou drogas são capazes de dar o que o próprio coração não
descobriu: a arte de ser feliz).
13. Nenhum ser no universo pode dar discernimento a outro. Isso é
tarefa íntima e intransferível. É fruto da própria experiência de
ousar raciocinar e se erguer para além dos limites sensoriais e dos
convencionalismos humanos. Não há nenhuma técnica de despertar da
consciência que seja baseada na preguiça e no comodismo.
(Seres de luz podem dar toques conscienciais profundos, mas não podem
a viver a vida por ninguém).
14. A morte não muda ninguém, só joga a consciência definitivamente
para fora do corpo físico, do jeitinho dela mesma, com todas as suas
qualidades e defeitos.
(Não, não é a morte que muda a consciência. É a vida. E quem já
descobriu isso, não espera a morte chegar para pensar, pois valoriza
o tempo de seu viver para aprender o que for possível).
15. A cor da pele dos corpos humanos pode ser amarela, negra, branca
ou vermelha, mas, a raça do espírito é da luz.
(Qual seria o povo escolhido de Deus, senão, todos os seres vivos?).
16. Mais do que ocidental ou oriental, cada ser humano é filho das
estrelas.
(Ninguém é estranho. Todo ser vivo é cidadão do universo!).
17. Dizem que "Deus escreve certo por linhas tortas". Isso é verdade.
Ele é muito criativo. Mas, bem que o próprio homem poderia escrever
melhor nas páginas de sua vida...
(Também dizem por aí que, "pau que nasce torto, vive e morre torto".
Isso não é verdade. Uma das grandezas do homem é poder mudar as
coisas e transcender os seus parâmetros limitados. Muitas pessoas
mudam de vida e se erguem das cinzas de si mesmas, desentortando a
própria consciência e melhorando suas jornadas de sua vida).
18. Amar não é só fantasiar, mas construir e realizar.
(Igual a uma plantinha, um relacionamento precisa ser regado com amor
e atenção, senão, seca e morre).
19. Envelhecer não é um problema, faz parte do jogo de viver na
Terra. É natural.
Porém, ver o tempo passar e somente ganhar rugas na cara, mas sem
amadurecer, isso sim é encrenca!
(Há pessoas de idade com expressões joviais no rosto e cheias de vida
e de interesse por coisas novas. Em contrapartida, há jovens com
expressões envelhecidas e sem tesão de viver. Então, qual é a idade
real de alguém? Aquela que se conta no corpo? Ou aquela outra, bem
mais linda, que não se conta nas rugas ou nos cabelos brancos, mas no
interesse pela vida e no sorriso franco, como a aurora iluminando a
cara?
Ah, tem tanta gente de idade que parece criança arteira e, por isso,
não parecem ter idade alguma, a não ser aquela que sua consciência
feliz diz.
E tem tanta gente, supostamente jovem, mais parecendo "fim de feira",
chupados e jogados de lado, sem sonhos e sem vida, só ganhando rugas
e sem aurora na cara.
Quem é o velho? Quem é o novo?
Ou, melhor dizendo, quem tem brilho na cara?).
20. A melhor fogueira é a do discernimento, que queima as tolices de
dentro do próprio coração.
(Talvez, por isso, Jesus tenha ensinado o seguinte: "De que vale a
uma pessoa ganhar o mundo, se ela perder sua alma?").
21. Séculos antes de Buda e Jesus, Krishna já ensinava que o espírito
é eterno, não nasce e nem morre, só entra e sai dos corpos
perecíveis. Ele dizia para Arjuna, o seu discípulo-arqueiro: "O
espírito é imperecível! O fogo não pode queimá-lo; a água não pode
molhá-lo; e que arma feita pelo homem poderia destruir o princípio
imperecível, que veio da Luz do Infinito?"
(Será por isso que, toda vez que passo em frente a um cemitério e
olho os grandes mausoléus, começo a rir e a lembrar-me de Krishna
tocando sua flauta, namorando as gopis e dizendo para Arjuna, o seu
discípulo-arqueiro?: "O espírito é imperecível! O fogo não pode
queimá-lo; a água não pode molhá-lo; e que arma feita pelo homem
poderia destruir o princípio imperecível, que veio da Luz do
Infinito?"
22. A missão de todo homem é uma só: viver! E, se puder, fazer o
melhor possível.
(Talvez, por isso, o grande sábio chinês Lao-Tzé ensinou o
seguinte: "O sábio pode até andar vestido em andrajos, mas ele
carrega uma jóia dentro do seu coração").
P.S.: Escrevi esses toques conscienciais de forma
despretensiosa e informal, de improviso mesmo, enquanto preparava o
material de um curso aqui em casa. Fui escrevendo... E deu nisso!
Oxalá, os leitores possam peneirar algo bom nessas ponderações
conscienciais.
E eu desejo que a cara de cada um vire sol, na aurora de um sorriso...
E que um Grande Amor possa preencher seus corações...
Compreensão e discernimento.
Amor e alegria.
Energias lindas na jornada.
Paz e Luz.
(Dedico esses escritos aos meus amigos espirituais da "Companhia do
Amor - A Turma dos Poetas em Flor", e aos meus amigos Leonardo
Dolfini, Frank, Marisa Oliveira, Maísa Intelisano, Beatriz Deak,
Vitor Hugo França, Ana Lahis Tano, Maria Sizenanda, Aureo Corrá,
Evaldo Ribeiro, Sergio Nogueira Reis, Leandro Dolfini, Eberhard
Schoppan, Ismael Ramos, Rafael Curi, Fábio Muranaga, Patrícia Sukha,
Luciano Irmaranhão, Dirce Bustamante, Edmilsom Federzoni, Regina
Defendi, Ricardo Gafanhoto, Dunga, Fernando Cortijos, Nair Cortijos,
Fiore e Ana, Jaqueline Mikondo, Wladimir, Janete, Lucas, Sevanada, e
tantos outros... Aos quais tenho a honra de chamar de amigos).
- Wagner Borges - sujeito com qualidades e defeitos, eterno neófito
do Todo, cada vez mais, rindo de si mesmo, e com a idade da aurora na
cara!
São Paulo, 13 de janeiro de 2009.